Esteja atento às várias iniciativas em perspectiva:

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16/07/2017

Pois é, se ninguém travar o Montepio e a CML a Gôndola vai abaixo ...


© coisas [in]fungíveis

«Praça de Espanha, em Lisboa
Posted on Julho 14, 2017 by coisasinfungveis


[...]

Praça: s. f., lugar público e amplo geralmente rodeado de edifícios e onde desembocam várias ruas; largo; rossio.

Praça (de Espanha): espaço urbano desarticulado e desconexo para a qual o Município elabora sucessivos planos que não conclui, mas vai parcialmente executando, ao mesmo tempo que o aproveita para resolver necessidades circunstanciais.

Um acaso da vida que proporcionou o encontro com a proprietária do Restaurante La Gondola, levou-me a querer saber um pouco mais sobre esse edifício no final da Avenida de Berna, cuja demolição é o destino provável, e, por extensão, sobre a Praça de Espanha.

O restaurante fica no atual número 64 da avenida que já foi Rua Martinho Guimarães[1], e passou a Rua de Berne, logo em novembro de 1910 em homenagem a uma das três cidades europeias que à data eram capitais de uma república (Berna, Paris e, desde 5 de outubro desse ano, Lisboa)[2].

O projeto do edifício será de 1928 e o seu autor o construtor Júlio Salustiano (?) Rodrigues[3]. Em 1929, na sequência do parecer do Conselho de Arte e Arquitetura da Câmara Municipal de Lisboa, o desenho da fachada principal foi alterado e substituído por este:

© Arquivo Municipal de Lisboa, Obra n.º 33604, processo n.º 9523/SEC/PG/1928, fl. 14 [...]»

4 comentários:

Jacinto Apóstolo disse...

Com tantas memórias associadas a este espaço, não se poderá fazer nada para evitar a continuação da descaracterização desta zona da cidade?

Anónimo disse...


Quer se goste muito, ou se goste menos, e se critique, é uma época, é um edifício com identidade, não um cubo de betão e vidro, globalizado e higienista, igual aos milhões pelo mundo fóra.

Pedro de Souza disse...

Mais uma vez estamos sujeitos às decisões de burocratas que não levam em conta nada a não ser os seus números, as suas ideias sem fundamento, trazidas de algum livro caduco para um presente que se queria vivo, participante, respeitoso, alegre e culto. Vão fazer mais uma gaiola naquele local por que razão? Há uma explicação, que passa por dez gabinetes. Sempre foi assim. Desde que Kafka publicou o Processo. Tudo isto para albergar mais um banco português falido. Porque os números e os gabinetes de que se servem para destruir a cidade não lhes chegam para gerir os bancos. São as duas faces da mesma falência: de um lado os bancos que nos fazem pagar, do outro lado os escombros da cidade e da memória destruídas.

Anónimo disse...


Que os portugueses se indignem, e não pactuem com este incêndio sem chamas que está a destruir Lisboa.

Quem acode a Lisboa ?