26/11/2014

Postal da Rua do Conde Redondo

Faça-se justiça ao quiosque do Jardim da Burra!



Foto actual (Lux)



Foto: Página Facebook Mercado de Campo de Ourique



Foto: Fernando Jorge



Foto: Arquivo Municipal de Lisboa


Mas o quiosque do Jardim da Burra está muito bem, sim senhor, o que lá está, que é diferente, basta atentar nas imagens, mas, mesmo assim Arte (i)Nova é melhor do que como estava. Por isso, obrigado à CML e ao Mercado de Campo de Ourique, e desculpem qualquer coisinha, designadamente isto, pois acreditem que desde Julho que só agora lá passei para averiguar. Mea culpa :-(

Tuk-tuks, the new kids in town

(Rui Gaudêncio, Público)
Tenho acompanhado a polémica dos tuk-tuks em Lisboa com um sorriso no canto da boca. O debate chegou à AML, que avançou com várias propostas para o executivo. Pedem-se regulamentos, fixação de horários, de percursos e de um limite máximo para o número deles, e até que os restantes lisboetas paguem (vulgo "incentivos fiscais") para que passem a ser eléctricos.
Quais são afinal as queixas? Poluição sonora, poluição atmosférica, estacionamento caótico, congestionamento, destruição de calçadas, atentado à privacidade nos bairros históricos; todas queixas válidas, nenhuma delas exclusiva aos tuk-tuks. O enorme número de automóveis na cidade de Lisboa causa isto tudo e mais. Ajudado por muitas das motas na poluição sonora, o automóvel consegue um impacto bem mais forte (a destruição das calçadas é o exemplo mais ridículo, basta olhar para a foto para perceber a diferença), só que... esses já cá estavam. E são quem manda na cidade.
As soluções que são propostas pela AML espelham bem isto. Repare-se que aplicar as leis já existentes seria suficiente para reduzir estes impactos negativos, disciplinar os tuk-tuks e conter a sua proliferação. Se um tuk-tuk for efectivamente proibido de estacionar ilegalmente, dificilmente poderá a continuar a funcionar como funciona hoje. Mas aplicar as leis já existentes (ruído, estacionamento, restrições ao trânsito) também seria chato para... (sim adivinharam) para o automóvel. Os novos regulamentos são uma maneira de contornar isso, tratando como diferentes, incómodos que são bem semelhantes.

Assembleia Municipal de Lisboa pede à câmara que regule os tuk-tuk


In O Observador (25.11.2014)
Por João Pedro Pincha


«O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, bem no centro de Lisboa, afirma que a frequência com que a autarquia tem recebido queixas é excessiva e, por isso, quer medidas concretas.

A Assembleia Municipal de Lisboa votou favoravelmente esta terça-feira uma recomendação em que pede à câmara que regule “com urgência” a atividade dos tuk-tuk, os veículos turísticos que nos últimos meses começaram a proliferar pela cidade e que têm sido o alvo de muitas queixas dos taxistas e moradores das zonas históricas da capital.

“A atividade diária e constante dos Tuk-Tuk provoca muito ruído e poluição pelos sítios onde passam e tem vindo a causar um crescendo mal-estar nos residentes dos bairros históricos, pondo em causa o seu direito à privacidade e à tranquilidade”, lê-se no texto elaborado pelo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), que tem a seu cargo precisamente as áreas da cidade onde a passagem deste tipo de veículos é mais frequente.

Na apresentação da proposta, esta terça-feira à tarde na reunião do órgão deliberativo da autarquia, Miguel Coelho referiu que “com demasiada frequência os cidadãos se têm dirigido à freguesia” com queixas relativas aos tuk-tuk, especialmente nos bairros de Alfama e Mouraria. Estes veículos, disse, “maçam muito as pessoas que [ali] moram”.

E, por isso, o grupo socialista na assembleia pediu à câmara que “elabore com urgência um regulamento, no âmbito das suas competências, que discipline a atividade dos tuk-tuk, em particular os circuitos, as paragens e uso da via pública, assim como o horário para o exercício desta atividade”. Mais, o PS quer que as juntas de freguesia sejam tidas em conta na criação dessas normas. “Ainda não fui auscultado enquanto presidente da junta”, comentou Miguel Coelho, para quem os tuk-tuk são “uma atividade interessante para o turismo”, apesar de tudo.

Desde que apareceram, os tuk-tuk têm sido alvo de muita contestação, sobretudo da parte dos taxistas, que acusam os novos veículos de concorrência desleal, uma vez que algumas empresas que operam tuk-tuk dão aos turistas a possibilidade de fazerem percursos livres e não previamente estabelecidos, como acontece com outros serviços turísticos.

No passado dia 10 de novembro realizou-se uma reunião entre deputados municipais de Lisboa e representantes do setor táxi, onde terá sido garantido que a regulamentação dos tuk-tuk já está a ser preparada. “Penso que resolverão o problema, nem outra coisa seria de esperar”, comenta Florêncio de Almeida, presidente da ANTRAL, ao Observador.

A recomendação levada esta terça a assembleia municipal teve os votos favoráveis de todos os grupos parlamentares, à exceção do PSD e do Partido Ecologista “Os Verdes”, que se abstiveram.»

...

Ainda no Domingo assisti a uma corrida entre 5 tuk-tuk amarelos pela Rua da Prata...

25/11/2014

4ª Visita Norte Júnior: Eixo Avenida da República


 O chamado Edifício da Versalhes
 Historiadora Catarina Oliveira. em frente do Edifício da Casa Xangai

 Av. República 55, pioneiro Art Déco em Lisboa, ameaçado de demolição
 Av. República 71, exemplo da sofisticação Art Déco de Norte Júnior


Embora raramente falado, o legado do Arquitecto Norte Júnior em Lisboa inclui dois extraordinários prédios de apartamentos no sofisticado Art Déco: Avenida da República Nº 55 de 1929 e o Nº 71 de 1933 - que Norte Júnior desenhou para uma clientela endinheirada e desejosa do luxo Art Déco que irradiava de Paris. As duas Historiadoras chamaram a atenção para o facto de o edifício de 1929 representar uma das primeiras experiências Art Déco da cidade, e do Arq. Norte Júnior, revelando por isso que estava bem actualizado com as tendências dos centros culturais da Europa. Este edifício tem ainda uma caracteristica importantíssima pois já foi construído com a então jovem tecnologia do betão armado. O FCLX informou os presentes que existe na CML um projecto que pede a demolição deste imóvel, algo que indignou todos pois consideramos ser inaceitável destruir património com este significado capital! Mais à frente, ao chegarmos ao Nº 71, fomos premiados com o ambiente de requinte de desenho e de materiais criado por Norte Júnior em 1933. O passeio terminou com a visita a mais dois prédios gémeos Art Déco na Av. de Berna e ao palacete no gaveto da Av. República e Av. Berna, actual sede da Junta de Freguesia das Avenidas Novas que apoiou esta iniciativa do FCLX.

Pela observação atenta dos edifícios que se fez ao longo de toda a manhã, e ajudados pelas competentes guias do passeio, ficamos esclarecidos quanto à urgência de salvar este património notável, muitas vezes mal compreendido ou simplesmente tratado como coisa velha e descartável. E houve de tudo um pouco durante a nossa visita: desde o maravilhosamente bem cuidado e amado palacete onde se instalou o CLUBE MILITAR NAVAL, até aos dois desprezados prédios de rendimento na Avenida da República. Há agora que mobilizar os cidadãos para que a CML não assine a pena capital deste património único de Lisboa.

4ª Visita Norte Júnior: Eixo da Av. da República





 Deolinda Folgado, historiadora e uma das guias do passeio



Algumas imagens da 4ª visita guiada no âmbito da nossa chamada de atenção para o legado do Arquitecto Norte Júnior em Lisboa. O início da visita não poderia ter sido melhor: com café, chá e bolos oferecidos amavelmente pelo Clube Militar Naval (fotos). A Historiadora Deolinda Folgado colocou em contexto a obra deste autor, destacando a modernização da capital iniciada com os planos de Ressano Garcia nos finais do séc. XIX que preparou o crescimento da cidade burguesa para norte. O papel multifacetado de Norte Júnior e a sua vasta obra contribuiram, talvez mais do que qualquer outro autor deste periodo, para a formação de uma identidade arquitectonica da "Lisboa Entre Séculos", como ficou bem evidente através dos comentários da Historiadora Catarina Oliveira, a outra nossa guia - às duas devemos um grande agradecimento!

Pormenores da Praça do Comércio...


Chegado por e-mail:

«O Lado esquerdo do Cais das Colunas continua enterrado em toneladas de pedra.

Nestas fotos vê-se perfeitamente que aquele lado (tal como o lado direito) era composto por um muro junto ao rio, com namoradeiras (e respetivos candeeiros).

A CML continua a falar da recuperação do Cais do Sodré ou da Doca da Marinha e Santa Apolónia mas continua a esquecer-se de acabar a recuperação da Praça do Comércio (como se já estivesse feita).

É uma autêntica vergonha isto passar-se na principal praça do país.

e esta escada enterrada... dl»

Mercado do Forno do Tijolo poderá albergar novo centro cultural dos Anjos


In O Corvo (25.11.2014)
Texto: Samuel Alemão


«A nave central do mercado deveria ter sido inaugurada como espaço de cowork, em Maio de 2013, de acordo com um protocolo assinado entre a Câmara de Lisboa e a Associação Industrial Portuguesa. Agora, a Junta de Arroios quer aproveitar o espaço para criar um pólo cultural numa freguesia “muito carenciada de equipamentos” do género. Mas o vereador Duarte Cordeiro põe água na fervura e diz que tudo está em aberto.

No coração dos Anjos, o bairro mais na moda de Lisboa, poderá nascer em breve um centro cultural, com salas de ensaio e uma área de apresentação de espectáculos. A nave central do velho Mercado do Forno do Tijolo é o lugar escolhido para tal equipamento, caso a Câmara Municipal de Lisboa (CML) aceite a proposta lançada pela Junta de Freguesia de Arroios. A decisão estará agora nas mãos dos vereadores Duarte Cordeiro, com o pelouro das Estruturas de Proximidade, e Graça Fonseca, da Economia e Inovação.

A hipótese nasceu depois do executivo da junta se ter farto de esperar pela concretização do espaço de cowork que a Associação Industrial Portuguesa (AIP) deveria ter ali inaugurado na Primavera do ano passado, após ter celebrado um protocolo com a CML, a 30 de Março de 2012. “Parecem ter desistido da ideia, não sabemos mais nada”, diz a presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins (PS). Mas o vereador Duarte Cordeiro diz ao Corvo que o protocolo com a AIP ainda está em vigor, pelo que não se quer comprometer com a possibilidade do espaço vazio – resultado da reformulação recente do mercado – vir a ser usado como um pólo cultural. [...]

No último boletim da Junta de Freguesia de Arroios, no qual se anuncia à comunidade o projecto, os autores do mesmo são citados, referindo que “vai ser preservada a estrutura espacial do edifício, sendo mantido o grande átrio central com pé-direito duplo e ventilação e iluminação naturais conferidas pela cobertura em shed”. Questionada pelo Corvo sobre os custos do projecto, a edil diz não ter ainda números exactos, mas garante que o mesmo “não vai custar muito”, pois passa sobretudo por aproveitar o espaço já existente. [...]

Contactado pelo Corvo, o vereador Duarte Cordeiro preferiu adoptar uma atitude cautelosa em relação à eventual concretização do projecto. “Sabemos do interesse da junta em ocupar aquele espaço, tomámos conhecimento do projecto. Mas há um protocolo em vigor com a AIP, pelo que não podemos adiantar muito mais sobre o que vai acontecer”, diz o autarca. Duarte Cordeiro confirmou, porém, o agendamento de reuniões de trabalho com Margarida Martins e com responsáveis da AIP, os quais “têm realizado visitas técnicas ao local”.[...]»

24/11/2014

Elevador da Bica, Monumento Nacional: 3.60 euros por isto?


Exmos. Senhores


Vimos protestar pelo facto dos veículos continuarem vandalizados, a estação inferior manter-se com lacunas de azulejos, persistir o mau estado de conservação geral, o lixo e a falta de "compostura" (à falta de melhor palavra!) na apresentação geral (caixote do lixo, cadeira, etc.) aos clientes.

Aproveitamos a oportunidade para perguntar porque razão o horário do elevador foi reduzido, terminando agora às 20 horas quando numa zona como aquela em apreço o eléctrico pode e dever ter um papel muito mais amplo na mobilidade entre a zona ribeirinha e a colina de Santa Catarina/Bairro Alto/Chiado?

Melhores cumprimentos


Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e António Branco Almeida

CC: DGPC, CML, media

Intervenção destrutiva nas árvores da Rua de Santa Justa


Exmo. Sr. Presidente da CML,
Dr. António Costa
Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior,

Dr. Miguel Coelho


C.c. AML

Vimos protestar pela recente intervenção destrutiva nas árvores da Rua de Santa Justa, que vai ilustrada nas imagens que anexamos.

Gostaríamos de ser informados do seguinte:

- Qual o motivo que levou ao corte de vários ramos nas copas bem formadas destas árvores?
- Foi afixado no local algum aviso/informação prévia com esclarecimento e contacto da Junta de Freguesia?
- Quem assumiu a direcção do corte de ramagens em 4 das 6 tílias existentes no sector inicial da Rua de Santa Justa? Foi um técnico da especialidade? Engenheiro Agrónomo, Arboricultor?
Pela forma como as árvores foram deixadas, é bastante claro que não houve um profissional da especialidade a orientar a intervenção.

É profundamente lamentável assistir-se a este tipo de tratamento desqualificado de bens públicos como são as árvores de alinhamento, para mais numa Freguesia como a de Santa Maria Maior e em especial na Baixa, onde as árvores são raras e portanto merecem os maiores cuidados de todos nós.

Na área dos espaços verdes e/ou em temos de árvores de alinhamento, temos assistido nos últimos meses verdadeiros actos arboricídios em várias freguesias da capital (Marvila, Alvalade, etc).

Face aos factos, perguntamos:

Por que razão se fez avançar a transferência de competências CML-Freguesias sem a acompanhar da transferência de recursos humanos (profissionais habilitados) para estas últimas poderem decidir com responsabilidade sem destruir ou danificar o património público? Para quando serão transferidas para as Juntas de Freguesia os técnicos com saber, para intervir no arvoredo da nossa cidade?

Com os melhores cumprimentos

Fernando Jorge, Luís Marques da Silva, Pedro Fonseca, António Araújo, Rui Martins, Júlio Amorim, Virgílio Marques, João Pinto Soares, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso e Inês Beleza Barreiros

O Miguel Bombarda no Anuário do Património recentemente editado pelo GECORPA: