07/07/2015

Torre de Belém


Chegado por e-mail: «Por ocasião de uma prova de atletismo desloquei-me à zona de Belém no domingo passado.
Posteriormente aproveitei e passeei por lá. Vi muita coisa bonita, mas, helás, também vi, o que me parecem ser uns cabos telefónicos, suspensos, e que ligam à torre de Belém.
O que será aquilo?
Muito atenciosamente.
António Pedro»

A CML devia dar o 1º passo, avançar e negociar com a Estamo o complexo do Miguel Bombarda, para TODO o arquivo municipal



In Público Online (7.7.2015)
Por Marisa Soares

«Hemeroteca reabre nas Laranjeiras e já não vai para a Lapa

Câmara de Lisboa mantém intenção de encontrar um espaço mais amplo para este equipamento, mas ainda não sabe onde

Hemeroteca de Lisboa reabriu nesta segunda-feira à tarde, depois de quase dois anos encerrada, ocupando agora dois pisos de um prédio de habitação nas Laranjeiras. A morada será temporária, não se sabe até quando. No entanto, a câmara abandonou a anterior ideia de transferir este equipamento para a Lapa.

A relocalização da Hemeroteca Municipal – que foi criada em 1931 e funcionou durante 40 anos no Palácio Condes de Tomar, no Bairro Alto, até fechar em Setembro de 2013 – era uma das medidas do Programa Estratégico Biblioteca XXI, aprovado pela câmara em Maio de 2012, com o objectivo de promover a requalificação da rede municipal de bibliotecas. A solução apontada era o Complexo Desportivo da Lapa e em Outubro do ano passado a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, afirmou que o projecto continuava “em estudo”.

“Há um projecto de requalificação de outro espaço mais amplo, que permita albergar várias instituições culturais da cidade, mas que ainda não está concluído”, disse agora a vereadora ao PÚBLICO, à margem da inauguração das instalações da Hemeroteca nas Laranjeiras. “Em princípio não será na Lapa”, adiantou, e “ainda não se sabe” onde será, nem quando. Muito menos quanto vai custar. “Está em estudo”, sublinhou. [...]»

...

Ou permutar terrenos com os donos privados do antigo Hospital de Arroios, por ex. Seja como for, ter-se abandonado a ideia mirabolante do Complexo da Lapa, é uma bela notícia :_)

Plataforma em Defesa das Árvores / Pedido de esclarecimento enviado à JF de Benfica:


Quem autorizou? A DGPC?


Demolida num abrir e fechar de olhos, a garagem do complexo do Miguel Bombarda, com traça ao que tudo indica de Carlos Ramos, portão de ferro 2 folhas Art Déco puxador em circulo a condizer com Pavilhao de Seguranca! Quem autorizou? A DGPC?
Fotos/VF

Sugestão


Chegado por e-mail:

«Boa noite.

Venho por este meio fazer uma sugestão para os terrenos da antiga Feira Popular: nos anos 1960 estava projectado fazer lá um terminal rodoviário. Podia recuperar-se esse projecto, actualizando-o; e transferia-se para lá os terminais da Praça de Espanha e do Marquês de Pombal, cujas condições são absolutamente nulas e inaceitáveis para uma capital moderna. E podia também colocar-se lá algumas carreiras cujo terminal é no Campo Grande, junto do Estádio de Alvalade.

Com os meus melhores cumprimentos

Álvaro Pereira»

06/07/2015

Gincana nos passeios de Lisboa!


Fotografias de hoje na Rua Rodrigues Sampaio (foto 1 ao fim da manhã e foto 2 pelas 14h20). Passeios esburacados, pedras soltas, caixa de electricidade, paletes abandonadas, motos estacionadas,...
Há grande movimento de invisuais nesta zona! A Cidade ao Deus dará!
Ana Alves de Sousa

Em Lisboa as árvores não morrem de pé

Aspecto dos já, tristemente, célebres freixos da Guerra Junqueiro e da Praça de Londres. Intervenção baseada em que pareceres? Onde estão esses famigerados documentos que estiverma na base da mais insólita, ignorante, selvagem e oportunista manobra ariborícida de Lisboa? As perguntas lançadas pela cidadania, não tiveram até agora resposta.  E o iluminado presidente da Junta de Freguesia do Areeiro pretende arrasar com o resto.

É assim  que se pretende ajudar a recuperar o comércio local? E quem pagou esta insensatez? Onde antes havia sombra, há agora uma calçada calcinada pelo sol. Guerra Junqueiro.

Esta operação de alegada manutenção e fundamentada por irrefutáveis pareceres que defendiam a morte das árvores por razões de segurança???' foi feita em plena floração quando as árvores se encontram num estado vegetativo mais frágil com a mobilização de todos os seus recursos para que a floração possa ter êxito. É claro que nada disso importa para quem, provavelmente não distingue uma cidade verde de um aglomerado de ruas despidas de arvoredo. Mas muito seguras, claro.
A Junta de Freguesia dará, em seguida, o protector solar


Mais do mesmo na Praça de Londres. haverá quem aplauda esta selvajaria? "Trataram-se" dezenas de freixos como se todos estivessem doentes e prestes a morrer. Chegou-se a afirmar que estas árvores só duram 60 anos para legitimar este disparate. Nada mais longe da verdade. Em média duram 200 anos. 
Na placa central ajardinada, onde antes existia uma frondosa magnólia, arrancada, sem se saber porquê, foi plantada esta. Até dar sombra, passarão muitos anos.

Da análise visual do cepo que ficou, não se vislumbra traço de doença que obrigasse ao abate da árvore. esta teria, seguramente, mais de trinta anos. O que é isso para o o presidente da Junta do Areeiro que decerto pretende perenizar-se no seu posto.

Muda-se de freguesia e o enlevo dos senhores autarcas em irem ao encontro das preocupações de alguns fregueses atinge os contornos de uma ligação perigosa. Avenida Rio de Janeiro, afirma a Junta de S. João de Brito que as nogueiras-negras eram incómodas. Em determinadas épocas do ano tinham o triste hábito de lançar um "melaço" que sujava os carros dos senhores moradores. E por isso, para grandes e insolentes males, grandes remédios, a Junta arrasou todas as árvores que ensobravam a avenida. Levam agora os senhores fregueses com um sol de assar ananases. Entrar naquelas reluzentes viaturas, é equivalente a ter o cérebro cozido. Fica assim esta imagem de mais um notável acto de civismo ecológico. E depois dizem que os que defendem o contrário é que são fundamentalistas. Mesmo que o fossem , mais vale um verde do que um de betão e de comodismo.

Grande e magnífico exemplar de choupo-branco na Avenida Estados Unidos. Até quando?

Mais para o centro, houve outros actos de extrema oportunidade na defesa do arvoredo e do ensombramento de uma cidade que, salvo o erro, é uma das cidade que se ufana de ter mais horas de sol na Europa. Mas o que importa isso? para a Junta de Arroios era preciso criar condições de luminosidade na rua Pascoal de Melo. Neste troço foram abatidos pelo menos 8 grandes lodãos. é verdade que foram replantados, mas todos sabemos que demorarão mais de vinte anos até poderem dar sombra e embelezar a rua.

Do túnel verde que o copado dos lodãos proporcionava, já nada resta. Rua Pascoal de Melo.


Sabe-se que os últimos tempos não têm sido amigos do arvoredo de Lisboa. Um pouco por todo o lado, sucedem-se as podas e os abates basedados em métodos discutíveis, em reacções de pânico de alguns presidentes de juntas, de uma falta de sensibilidade tão grave quanto prejudicial para os espaços verdes de Lisboa.

As ameaças não estão longe do fim. As empreitadas já foram adjudicadas e as Juntas já se terão comprometido com as empresas. Torna-se urgente que a CML intervenha com uma moratória dessas intervenções. Algo que tem sido pedido pela recente Plataforma "Em Defesa das Árvores".

Outros sinais de preocupação crescente continuam a surgir, como a extraordinária ideia divulgada hoje pelo "Público" de se instalar no já muito delapidado parque de Monsanto, um Parque de Diversões. A coisa seria no Alto da Ajuda.

É preciso um pacto entre todas as partes da sociedade, políticos incluídos, em nome da cidade verde. Em Lisboa, como se vê, as árvores não morrem de pé.



03/07/2015

ATENÇÃO: FALSO ALARME - AS NOSSAS DESCULPAS!

ATENÇÃO: FALSO ALARME, ESTE PROCESSO 121/EDI/2014 REFERE-SE A 2 EDIFÍCIOS, o da Avenida Elias Garcia 69-75 (que ardeu há anos e que se mantém a fachada e o Avenida da Republica 55-55A. Será, pois, um projecto em "L" e não "tornejando", como erradamente consta da proposta. PORTANTO, O EDIFÍCIO DA ESFERA-ARMILAR NÃO ESTÁ EM CAUSA.
DO MAL O MENOS :-)

...


E pronto, é o que dá andar a falar para as paredes e para o boneco, sobre Norte Júnior, etc.

«Reunião de CML - dia 8 Julho Proposta n.º 403/2015 (Subscrita pelo Sr. Vereador Manuel Salgado)
Aprovar o projeto de construção nova para o prédio sito na Av. da República n.º 55, tornejando para a Av. Elias Garcia n.º 71 a 75, freguesia das Avenidas Novas, que constitui o processo n.º 121/EDI/2014, nos termos da proposta».

Bah, CML, bah!


João Pinto Soares

02/07/2015

Pedido de classificação de Árvore de Interesse Público #1


2 Pedidos de Classificação de Árvores de Interesse Municipal:


Por favor, dignifiquem este ascensor:


Agora que a Benetton se prepara para reformular a sua loja na antiga Ramiro Leão, no Chiado, recuperando e dando maior valor às pinturas de João Vaz, aos vitrais e às colunas de ferro, convém que seja dada a devida relevância ao ascensor de antanho, lindo de morrer, de Norte Júnior, ok? (foto: Lisbonlux)

Quinta das Águias (Junqueira), pedido de esclarecimentos à CML e DGPC


Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. Fernando Medina,
Exmo. Senhor Director-Geral do Património Cultural
Doutor Nuno Vassallo e Silva


Considerando que existem cerca de 30 palácios e quintas de recreio em Lisboa que se encontram num estado de incúria e degradação incompatível com o seu grau de classificação e/ou importância histórica;

E que a Direcção-Geral do Património Cultural e a Câmara Municipal de Lisboa têm demonstrado muita dificuldade em mobilizar vontades, encontrar apoios, sensibilizar ou sancionar os proprietários, quando necessário, confessando-se a segunda impotente no que toca aos palácios de sua propriedade, eximindo-se até da imposição de cadernos de encargos claros quando procede a hastas públicas de modo a garantir-se que futuras alterações não sejam intrusivas em termos do património em presença;

Considerando que o Palácio da Quinta das Águias, à Junqueira, é o espelho do que acima se refere, i.e., uma notável quinta de recreio setecentista, ex-residência de patriarcas de Lisboa, com projecto atribuído a Lodi e a Carlos Mardel, Imóvel de Interesse Público (https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/1996/03/056B00/04480457.pdf) desde 1996 e abrangido por nada menos do que seis Zonas Especiais de Protecção (!), e que se encontra em estado de pré-ruína galopante, fruto do abandono a que foi votado desde que entrou em processo de especulação imobiliária;

E no seguimento do que apelámos à então Directora-Geral (http://cidadanialx.blogspot.pt/2013/10/apelamos-dgpc-para-agir-sobre-quinta.html) , em 2013, de que nunca obtivemos qualquer resposta, solicitamos a V. Exas. que nos esclareçam sobre:

1) Qual é o ponto da situação em relação ao projecto que pretendia transformar este palácio histórico num hotel?
2) Em caso de afastamento do promotor por razões de falência e/ou desinteresse, o que pensam a DGPC e a CML fazer para pôr cobro à situação de pré-ruína a que está votada esta singularíssima casa de Lisboa?
3) Podem a DGPC e a CML dizer o que foi feito dos painéis de azulejos setecentistas do jardim, da entrada, da varanda que têm sido roubados ao longo destes longos anos de conivência no abandono?
4) Por que razão nem a DGPC nem a CML parecem não tomar medidas de facto para se evitar um incêndio de consequências previsivelmente desastrosas? A permanência de inúmeros vãos abertos, apesar dos nossos alertas, ano após ano, convida ao vandalismo e ao roubo do que ainda resta.
5) Como medidas se propõem tomar a DGPC e a CML para impedir doravante a intrusão no palácio?
6) Como justificam a DGPC e a CML (via Unidade Territorial de Lisboa Ocidental) ainda não terem que os proprietários procedam ao entaipamento dos vãos, única forma de impedir que o mesmo seja vítima de vandalismo e furto constantes?
7) Em relação ao jardim, pode a DGPC dizer qual o plano que certamente terá elaborado para a sua renaturalização? Convém relembrar que se trata de um dos poucos exemplos de jardins setecentistas de carácter privado existentes em Lisboa.

O Fórum Cidadania Lx, consciente do valor patrimonial deste palácio único de Lisboa, não pode deixar de manifestar indignação por verificar a incapacidade de quem de direito em salvaguardar os bens culturais classificados de interesse Nacional, Público e Municipal.

Com os melhores cumprimentos,


Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, João Oliveira Leonardo, Cristiana Rodrigues, Ricardo Mendes Ferreira, Ana Celeste Glória, António Araújo, Pedro Henrique Aparício, Inês Beleza Barreiros, Gonçalo Cornélio da Silva, António Branco Almeida, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Maria do Rosário Reiche, João Pinto Soares, Jorge Pinto e Beatriz Empis


Fotos (2015)

Pavilhão Carlos Lopes poderá acolher espaço museológico dedicado ao atleta


In Público (1.7.2015)
Por Inês Boaventura

«A Câmara de Lisboa aprovou a celebração com a Associação de Turismo de Lisboa de um protocolo que "disciplina a recuperação e utilização" do imóvel no Parque Eduardo VII.

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL), à qual a Câmara de Lisboa deliberou ceder o Pavilhão Carlos Lopes por um período de 50 anos, fica obrigada a manter a designação do imóvel, comprometendo-se ainda a “dialogar” com o atleta português para encontrar uma forma de lhe prestar no espaço a “justa homenagem pelos seus feitos e carreira”.

Esse tributo, diz-se no protocolo que vai ser celebrado entre o município e a ATL, poderá “incluir a exposição de objectos e peças, fotografias, exibição de filmes e informação aos utilizadores, em condições a definir”. A minuta desse protocolo, “que disciplina a recuperação e utilização futura do Pavilhão Carlos Lopes em regime de direito de superfície, para eventos de natureza diversa”, foi aprovada esta quarta-feira em reunião camarária, com o voto contra do PCP.

“Mudar de opinião muitas vezes é uma prova de inteligência. Ainda bem que o presidente da câmara mudou de opinião”, reage o vereador do CDS, que na semana passada tinha defendido que a requalificação do imóvel no Parque Eduardo VII incluísse a criação de um espaço museológico que albergasse o espólio de Carlos Lopes. Como essa ideia não foi na altura acolhida pelo executivo camarário, João Gonçalves Pereira anunciou que iria apresentar, em conjunto com o vereador social-democrata Fernando Seara, uma proposta nesse sentido.

Com o protocolo agora discutido, o executivo presidido por Fernando Medina acabou por se antecipar a essa iniciativa. “O presidente não quis escrever que é um espaço museológico mas a descrição que faz é de um espaço museológico”, diz o vereador do CDS, acrescentando que vê como “positiva” esta “mudança de opinião de uma semana para a outra”.

“Era de elementar justiça que este espaço fosse encontrado”, frisa o autarca, criticando que o espólio do atleta esteja hoje “enfiado na garagem em casa dele, em Torres Vedras”. Algo que, considera João Gonçalves Pereira, “só pode envergonhar qualquer português”.

No protocolo que vai ser celebrado com a ATL diz-se ainda que a câmara poderá realizar no Pavilhão Carlos Lopes “até 15 eventos por ano”, “sem custos de aluguer ou outros”. Caso esse limite seja ultrapassado, o município beneficiará de “um desconto de 25% sobre os preços de tabela no aluguer”.

“Estamos a pôr um remendo em pano velho”, avalia o vereador Carlos Moura, do PCP, considerando que aquilo que é proposto “não é satisfatório”. “A câmara tinha os meios, o projecto e os dinheiros do Casino de Lisboa”, nota o autarca, que continua a defender que o município devia assumir a requalificação e a gestão do imóvel histórico e não entregá-las a terceiros.

Quanto à possibilidade de no imóvel nascer um espaço museológico dedicado a Carlos Lopes, Carlos Moura manifesta algumas dúvidas. “Corremos o risco de de hoje para amanhã termos o espólio exposto num centro de congressos. Não é a coisa mais indicada."

Venda da antiga Feira Popular aprovada

Também aprovada nesta reunião de câmara foi a proposta relativa à realização de uma hasta pública para a alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, por um valor base de 135,7 milhões de euros. Na votação do documento, que esteve em discussão na reunião da passada semana mas só agora foi votado, PSD, PCP e CDS abstiveram-se.»

Foi ontem enviado pedido de audiência ao Vereador Sá Fernandes:


01/07/2015

Plataforma em Defesa das Árvores / Pedido de esclarecimento enviado à JF de Benfica:


É amanhã, na Sociedade de Geografia:



Câmara de Lisboa demarca-se de fecho de loja com 99 anos no Chiado


In Público Online (30.6.2015)
Por Inês Boaventua

«Município diz que "não tem nem é suposto que tenha" conhecimento de que o proprietário do espaço vai despejar o estabelecimento. Câmara de Lisboa sublinha não ter "quaisquer competências na regulação dos arrendamentos comerciais entre particulares"

A Câmara de Lisboa diz que “não tem, nem é suposto que tenha” conhecimento de que o proprietário do prédio na Rua do Alecrim em cujo rés-do-chão funciona a loja da Fábrica de Sant’Anna tenha dado ordem de despejo à empresa, instalada no local há 99 anos, acrescentando que não tem competências nesta matéria.

A notícia do despejo, marcado para Outubro e motivado pela transformação do prédio num hotel, gerou uma onde de indignação e de solidariedade para com aquela que se apresenta como a “última grande fábrica de azulejos e faianças artesanais da Europa”. Além dos muitos privados que fizeram chegar à Fábrica de Sant’Anna mensagens de apoio, saíram em defesa desta causa o Fórum Cidadania Lisboa e a União de Associações do Comércio e Serviços.

Também a Junta de Freguesia da Misericórdia, presidida pelo PS, se pronunciou contra o fecho anunciado da loja, apelando ao promotor, o Grupo Visabeira, para que a integrasse no seu “projecto de requalificação do edificado”. Já a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma recomendação do MPT, na qual se pede à câmara que “acompanhe o processo entre o proprietário do imóvel e os proprietários da Fábrica de Sant’Anna, de forma a possibilitar a permanência desta montra de azulejaria portuguesa no seu actual local”.

Nessa recomendação, que foi apresentada a 16 de Junho, sugeria-se ainda ao município que “considere a loja da Fábrica de Sant’Anna como um estabelecimento a preservar no âmbito do programa Lojas com Histórias”, um programa camarário que foi criado no início deste ano com o objectivo de promover o comércio tradicional da capital. Em nome do PS, o deputado Pedro Delgado Alves considerou que está em causa “património relevante, que urge preservar e manter naquele local”.»

...

A CML pode demarcar-se do despejo, claro que sim, mas não do facto de ter aprovado em reunião de CML, sem saber, imagino, um projecto de alterações que implicava o despejo de uma loja centenária que ao mesmo tempo quer proteger recentemente por via de um programa válido chamado "lojas com história". Ou seja, deve fazer tudo quanto estiver ao seu alcance para convencer o promotor (Visabeira/Atlantis/Vista Alegre) a encontrar o bom senso que parece não ter, e manter a loja da Sant'Anna no seu futuro hotel. Todos têm/temos a ganhar com isso :-)

CAIS DO SODRÉ: «venha o diabo e escolha»?