15/12/2017

S.O.S. Palacete Norte Júnior (Saldanha) - Janelas abertas à destruição

Exmo. Senhor Presidente
Dr. Fernando Medina


Cc. DGPC, AML e JF Arroios

Serve o presente para alertarmos V. Exa., e os serviços da CML, para o facto de se encontrarem abertas algumas janelas (ver foto) do palacete sito na Praça Duque de Saldanha, nº 12, esquina com a Av. Praia da Vitória, nº 44, freguesia de Arroios.

Como é do conhecimento de V. Exa., este palacete, também designado por Casa Nuno Pereira de Oliveira, foi projectado em 1910 pelo Arq. Manuel Norte Júnior e está classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público (DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977), estando devoluto desde há alguns anos.

Considerando que as “janelas abertas à destruição” têm sido, objectivamente, o 1º passo para o saque, o vandalismo e a destruição dos interiores, das coberturas e das traseiras dos imóveis, conduzindo ao desaparecimento ou a alterações significativas da grande maioria dos edifícios desaparecidos ou terrivelmente adulterados nas últimas décadas em Lisboa;

Apelamos a V. Exa., senhor Presidente, para que dê indicações aos serviços da CML no sentido de intimarem o proprietário deste palacete a fechar as janelas, sob pena de estarmos perante um crime de lesa-património.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Alexandra de Carvalho Antunes, Rui Martins, Maria de Morais, Rui Pedro Barbosa, Paulo Lopes, Fernando Silva Grade, Inês Beleza Barreiros, Rita Filipe Silva, Virgílio Marques, Fátima Castanheira, Ana Celeste Glória, João Oliveira Leonardo, Jorge Pinto, Maria João Pinto, Miguel Atanásio Carvalho, José Maria Amador, Filipe Lopes, Pedro Henrique Aparício, Pedro Formozinho Sanchez, António Araújo, Guilherme Pereira, Miguel de Sepúlveda Velloso

(Foto de Miguel Jorge)

14/12/2017

Ainda o Palácio Nacional da Ajuda - Para quando a abertura do público do Jardim das Damas?


Fazendo parte integrante do Palácio Nacional da Ajuda, encontra-se o Jardim das Damas, espaço murado com uma área de 0,7 ha.

De concepção barroca, dotado de um mirante de onde se pode ver o palácio, a cidade de Lisboa, o rio Tejo e a sua margem Sul, encerra valores importantes do ponto de vista ornamental e natural. Nos primeiros sobressaem as cascatas, tanques e fontes, nos segundos, é de referir a existência de uma romãzeira centenária (Punica granatum L.) .

O jardim que sempre fez parte do Paço Real, foi construído depois do Terramoto de 1755 para recreio das senhoras da corte de D. Maria I.

Esperemos que este jardim, há tantos anos aguardando uma requalificação definitiva, possa em breve abrir ao público aumentando substancialmente os vários motivos de interesse para quem visita o Palácio Nacional da Ajuda.


João Pinto Soares

11/12/2017

Viaduto Duarte Pacheco

Chegado por e-mail:

Exmos Senhores
É este o panorama das bermas no final do viaduto Duarte Pacheco, ao entrar em Lisboa.
A vegetação que invade os escoadouros (sargetas), provoca, como se adivinha, lençóis de água que podem causar acidentes graves. A quem compete a limpeza desta via?
Cumprimentos
Rogério Marques

07/12/2017

Inquérito de mobilidade pedonal - Requalificação do Eixo Central


Caro(a) Amigo(a)
No seguimento do convite que nos foi endereçado pelo Instituto Superior Técnico acerca do tema em título, mais propriamente sobre o modo como a comunidade do Fórum Cidadania Lx encara os resultados finais da intervenção realizada pela CML no designado "Eixo Central", em especial no que toca ao impacte em termos do que esta intervenção terá, ou não, influenciado os seus hábitos enquanto peões e não só, participe neste inquérito (anónimo, confidencial e com duração estimada de 10 a 15 minutos):

https://goo.gl/forms/Y0R2TBuW6F7DnLf72

O ​objectivo ​do mesmo ​é recolher uma amostra significativa de indivíduos (superior a 400) que residam, trabalhem ou estudem nesta área da cidade.

Se puder, preencha o inquérito ainda hoje.

Se possível, divulgue-o junto de quem conheça que resida ou trabalhe nesta zona da cidade, independentemente da idade.

Obrigado.

04/12/2017

Enquanto isso, comemorou-se a Restauração em Santa Helena desta forma:


Sem arqueólogos nem fiscais (era feriado), deitaram abaixo mais fachadas do palácio de Santa Helena, e como a obra tinha "licença especial", ficou tudo assim, as paredes onde estavam os azulejos, simplesmente, desapareceram, pelo que a voltarem (os azulejos) serão colocados em paredes fake, but who cares? No chão do pátio do Palácio ainda se pode observar no chão o que resta dos silos do tempo do Rei Dom Dinis, e que em parte já foi destruído pela obra, e que ainda vai ser destruído o restante com a construção do parque subterrâneo, com duas caves até ao piso -2, abaixo da cota soleira. Again, who cares?
(fotos de JS)

02/12/2017

Benfica e o pouco que resta....

(já nesse tempo se ganhava ao Sporting :)

"Duas vilas seculares, ao fim da Estrada de Benfica, aguardam não se sabe o quê. Se for demolição, o bairro e a cidade perdem uma história onde entram o bairro e a cidade. E Luiz Pacheco e Spínola e Maria Lamas e Lobo Antunes e, sobretudo, nós...."

Vale a pena ler o resto aqui (e muito bem) escrito por Ferreira Fernandes

01/12/2017

Palácio da Ajuda - apelo ao PM para avaliação urgente do LNEC


Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Dr. António Costa


CC. PCML, MC, DGPC, ATL, LNEC e media

No seguimento do que se observa desde a Calçada da Ajuda, e considerando a total falta de informação ao público acerca do que se passa com as escavações e as demolições em curso no Palácio Nacional da Ajuda, com vista à obra do chamado “remate do Palácio”, apelamos a Vossa Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, que solicite ao Ministério da Cultura uma avaliação, urgente, por parte do Laboratório de Engenharia Civil à segurança estrutural do Palácio.

Com efeito, tem sido evidente que as últimas intervenções técnicas com vista a estancar os imprevistos sequentes às demolições efectuadas, não asseguram essa estabilidade de facto e que pode estar em causa a segurança estrutural da ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, por eventuais assentamentos ou até deslizamentos das respectivas fundações.

Não se questionando as opções técnicas dos responsáveis pela fiscalização e acompanhamento do projecto, estranha-se que durante a obra se tenha procedido ao desmonte sem processos de entivação e contenção. E que após a conclusão ou suspensão da mesma se tenha constatado o desprendimento de alvenarias, inclinação de vigas e pilares e o recurso a guincho de desmonte em regime que aparenta de emergência de algumas construções.

Não se compreende ainda qual a justificação para se proceder ao revestimento apressado de perfis expostos e fundações, temendo nós que esta reacção tenha sido despoletada por assentamento de elementos, lavagem ou alteração de solos de fundação e até deslizamentos do grande buraco aberto; sequentes a rupturas de canos, chuvas e alagamentos acentuados pela inexistência de uma drenagem eficaz.

Receamos, Senhor Primeiro-Ministro, por alguma ocorrência grave no curto-prazo, com efeitos irreversíveis no Palácio Nacional da Ajuda, o que a verificar-se seria crime de lesa-património pelo próprio Estado.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Silva Grade, António Araújo, Pedro Henrique Aparício, Luís Mascarenhas Gaivão, Rui Martins, Jorge Pinto, Beatriz Empis, Maria Maia, Fátima Castanheira, Júlio Amorim, Filipe Lopes

30/11/2017

Loteamento do terreno da antiga Cervejeira Estrela. Quem vota contra, quem se abstém?


Mais info "http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/loteamentos/iniciativa-particular">aqui. Loteamento em discussão pública até dia 5, para o local da antiga Fábrica de Cervejas Estrela, na Av. Sacadura Cabral, hoje um descampado usado como estacionamento.

Fotos do Arquivo Municipal e da Hemeroteca (in blog Restos de Colecção)

29/11/2017

Para quando a requalificação e abertura ao público do Jardim de Santos?


Envolto em polémica sobre a necessidade ou não do gradeamento à sua volta para a defesa das agressões nocturnas, o jardim Nuno Álvares ou Jardim de Santos como também é conhecido, continua por requalificar e abrir ao público, passados vários meses do fim das obras de intervenção no Largo de Santos, levadas a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do programa uma Praça em cada Bairro, mas que deixou a requalificação e manutenção do Jardim para a Junta de Freguesia da Estrela, que as tem vindo a protelar, desde Junho deste ano, altura em que unilateralmente determinou o seu encerramento ao público por tempo indeterminado.

Trata-se de um processo de delegação de competências ou de transferência de competências certamente mal interpretado, uma vez que a Câmara Municipal de Lisboa se comprometeu a financiar as obras, cabendo à Junta de Freguesia da Estrela apresentar um projecto e respectiva memória descritiva. Prece-nos um contrato equilibrado, pelo que não entendemos a demora na sua execução.

Julgamos que a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia da Estrela têm dificuldade em entender-se. Esperemos que esta situação se possa resolver em breve, a contento de todos.

O Jardim está encerrado desde o final de Junho por determinação da Junta de Freguesia da Estrela e ao que prece por tempo indeterminado, com prejuízo para todos nós.


João Pinto Soares

O Palácio Pombal é nosso!


Está esclarecido. O Palácio Pombal não foi vendido nem está para ser vendido, pelo que a saída da Carpe Diem nada tem que ver com isso.

28/11/2017

E outra vez os "vencedores" do Orçamento Participativo. Não, isto não é a democracia a funcionar

Ao contrário das eleições municipais, onde votamos em conjuntos de ideias agregadas em programas eleitorais, no orçamento participativo os cidadãos votam apenas numa única ideia (bom, são duas, uma local e uma municipal).
Mesmo que todos os lisboetas participassem, a ideia ganhadora seria escolhida meio aleatoriamente e teria apenas o apoio de meia dúzia de pessoas - bem longe do que deve ser uma democracia.
E é por isso que no orçamento participativo temos sempre projetos vencedores duvidosos (não é o caso do memorial no título, mas abram a notícia e vejam os outros vencedores). Ao contrário do que a Câmara Municipal de Lisboa diz, isto não é a democracia a funcionar, e os lisboetas a escolherem melhor o destino das verbas, etc. 

E até existem soluções; cada lisboeta poder escolher as 5 ou 10 ideias preferida, seriando-as, por exemplo. Os vencedores seriam bem mais consensuais. Para uma ideia ganhar não bastaria ter o voto de 200 pessoas organizadas, seria preciso o apoio de uma percentagem maior dos participantes.

24/11/2017

Demolição do nº 64 Alameda D. Afonso Henriques - queixa ao MP


Exma. Senhora Procuradora Geral da República
Juiz​a Joana Marques Vidal​


CC. PCML, AML e media

Vimos pelo presente apresentar queixa ao Ministério Público relativamente à aprovação pela CML, em 4 de Julho deste ano, por despacho do Vereador, de pedido de informação prévia (Proc. 117/EDI/2017) relativo à demolição do edifício sito na Alameda Dom Afonso Henriques, nº 64, em Lisboa, com manutenção da fachada principal e do hall de entrada.

Por tratar-se de um edifício que data dos primórdios da Alameda Dom Afonso Henriques e ainda se mantém conforme o seu estado original, encontra-se inscrito (todo ele e não apenas fachada e átrio) em sede de Inventário Municipal do Património, anexo ao Plano Director Municipal (lote 03.35), pelo que a demolição do seu interior e transformação de uso para fins hoteleiros dependerá da avaliação feita por peritos de inquestionável competência acerca das suas condições estruturais.

Assim, apesar do evidente mau estado de conservação das traseiras do edifício e dos últimos andares (em especial as cozinhas), apresentando algumas rachas (datam, muito provavelmente de deslizamentos aquando das obras de construção da 2ª estação de Metropolitano da Alameda, em 1997) duvidamos da existência de justificação clara sobre a inevitabilidade da demolição do edifício e expulsão dos seus inquilinos, em vez da sua reabilitação.

Com efeito, este prédio ainda está habitado, apesar de só em dois dos seus apartamentos. Como tal, inclusive, foi o seu senhorio anteriormente intimado pela CML a proceder a obras de conservação do edifício, sem que tal tenha sido acatado. Antes foram deixados a degradar os pisos cimeiros, com janelas abertas, etc. Mais se informa que este edifício foi propriedade do Estado até há relativamente poucos anos, nunca tendo o mesmo exercido quaisquer obras de conservação.

A presente queixa visa o apuramento de responsabilidades a nível administrativo (eventual violação de normas de direito do urbanismo/administrativo), bem como, eventualmente, criminais.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Serpa, Rui Martins, André Santos, Júlio Amorim, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Alexandra Maia Mendonça, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, António Araújo, João Oliveira Leonardo, Maria do Rosário Reiche, Miguel de Sepúlveda Velloso, Maria de Morais

23/11/2017

Edifício da Travessa Monte do Carmo, 8 / Rua de São Marçal, 184 – Queixa à Provedoria de Justiça


Exma. Senhora Provedora de Justiça
Prof. Doutora Maria Lúcia Amaral


Cc. PCML, AML e media

Vimos pelo presente apresentar queixa a Vossa Excelência pelos procedimentos administrativos que conduziram à aprovação pela CML, por despacho do Vereador Manuel Salgado, da alteração profunda (demolição integral do interior, ampliação de um piso, abertura de vão para estacionamento, etc.) ao lindíssimo e genuíno edifício sito na Travessa Monte do Carmo, nº 8/ Rua de São Marçal, nº 184, no bairro do Príncipe Real (foto em anexo).

Com efeito, conforme consulta ao Processo nº 463/EDI/2016, o projecto relativo a este edifício característico, e já raro naquele bairro, teve aprovação em Abril deste ano, apesar do parecer negativo da Comissão Técnica de Apreciação, produzido em Fevereiro do presente ano.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Maria do Rosário Reiche, Júlio Amorim, Maria de Morais, Gonçalo Cornélio da Silva, Jorge Santos Silva, Fernando Silva Grade, António Araújo, Miguel de Sepúlveda Velloso, Miguel Atanásio Carvalho e Luís Serpa

22/11/2017

Imóveis do Estado (devolutos) - Conversão para habitação - pedido à Sec. Estado da Habitação

A propósito disto mais abaixo (nosso e-mail de 17.8.2017), eis a resposta da Senhora Secretária de Estado da Habitação:

...


Exma. Sra. Secretária de Estado da Habitação
Arq. Ana Pinho


C.c. Gab.Primeiro-Ministro e Gab.Presidente da CML

Considerando que existe um aumento insustentável dos preços da habitação em Lisboa (com um aumento de 7% apenas no 1º trimestre de 2017), e que um dos factores que mais pressionam o aumento actual dos custos da habitação é a escassez de oferta de fogos para habitação na cidade;

Considerando que existem terrenos e prédios (devolutos) do Estado, até agora afectos a serviços da mais variada índole, muitos deles à venda pela Estamo (p.ex. Av. Alfredo Bensaúde, com 42.155 m2 e Av. Almirante Gago Coutinho, 30, um prédio com 2.471,42 m2) para além de muitos outros (p.ex. na Avenida Óscar Monteiro Torres e na Avenida Afonso Costa); com evidente capacidade, após obras relativamente simples e económicas, de serem reconvertidos para habitação;

Propomos à nova Secretaria de Estado da Habitação que realize um levantamento de todo o seu património devoluto na cidade de Lisboa, e que, em paralelo, providencie no sentido de estudar a viabilidade da conversão destas propriedades do Estado (sem comprador conhecido), caso a caso, às funções de habitação, o que, a verificar-se, se nos afigura como de inestimável vantagem para a cidade, quer do ponto de vista social quer económico.

Sugerimos, ainda, que estas habitações sejam convertidas em habitação através de uma transferência de património para a CML (se tal for possível legalmente), que depois as poderá gerir e colocar no mercado de arrendamento a custos controlados.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Virgílio Marques, Júlio Amorim, Maria do Rosário Reiche, Carlos Moura-Carvalho, Fátima Castanheira, Beatriz Empis, Carlos Moura, Inês Beleza Barreiros, Ricardo Mendes Ferreira, Pedro de Souza, Miguel de Sepúlveda Velloso, Irene Santos, Nuno Caiado

INTERVENÇÃO EM JARDIM NA FREGUESIA DA ESTRELA; PALAVRAS PARA QUÊ !?


Rua Maestro António Taborda

Intervenção levada a cabo em 20 de Novembro de 2017

Pinto Soares

21/11/2017

A partir de 23/Nov/17 a LPN promove na Culturgest o Ciclo de Debates 'Floresta e Incêndios Florestais – Incertezas e Verdades'


CICLO DE DEBATES: 'Floresta e Incêndios Florestais – Incertezas e Verdades'

Podem consultar o programa em pdf aqui. Foi criado um evento do facebook com toda a informação aqui.

Em 2017, por razões várias, algumas de natureza excecional, os fogos florestais em Portugal atingiram níveis inimagináveis, em perdas e danos, incluindo humanas, desinquietando todos os portugueses para este recorrente e dramático problema. Em cima dos acontecimentos muito se disse, escreveu e prescreveu sobre o tema. Muito se exigiu e muito se prometeu.

A LPN-Liga para a Protecção da Natureza, passado o tempo de combate e de auxílio, entende oportuno, nos termos da sua missão como associação cívica, de interesse público, debater as razões fundamentais e estruturais que estão na génese da recorrência dos fogos florestais mas também apontar vias e soluções para que a floresta portuguesa seja diferente, mais resiliente, mais sustentável e mais usufruída pela sociedade portuguesa convocando-a, simultaneamente, para um esforço mais solidário e ativo para a sua proteção e valorização.»

23, 30 novembro e 6, 14 dezembro 2017 | 18h às 20h
Lisboa | CULTURGEST

Quatro debates, 12 especialistas - uma preocupação em comum! INSCRIÇÕES GRATUITAS E OBRIGATÓRIAS para geral@lpn.pt | 217 780 097


PROGRAMA

DEBATE I
"A GESTÃO CONTINUA A SER A MELHOR PREVENÇÃO?"
23 NOVEMBRO (quinta-feira) | 18h às 20h


A LISBOA QUE MUITOS DE NÓS AMAMOS ESTÁ A DESAPARECER


Demolições e movimentos de terras na Rua das Janelas Verdes, uma Rua com História, com os seus conventos, palácios, praças e chafarizes. Como será esta Rua dentro de meia dúzia de anos ? O que poderemos fazer para que não se perca a sua memória ?

Pinto Soares

17/11/2017

Uau, vai ficar mais harmonioso ainda, aprove-se a descaracterização de um Monumento de Interesse Público (ou será privado?)


«I. Ampliação vertical dos vãos existentes no embasamento ao nível do piso -1 / frente da Av. da Liberdade, destinando-se o vão correspondente à cota mais baixa do passeio, designadamente, a porta de acesso ao interior do piso através de escadas interiores;
II. Abertura de 3 vãos centrais que, tal como o vão resultante à direita, se destinam a montras, com largura limitada à largura dos vãos dos pisos superiores;
A solução preconizada em projecto salienta a intervenção como ‘reversível’, uma vez que ‘os blocos de lioz serão removidos e armazenados dentro da parcela, possibilitando a sua recolocação (no futuro) na sua disposição original, à semelhança dos blocos da fachada lateral Sul, incluindo o troço da cornija pontualmente prevista remover junto da mansarda (v. MDJ, p.12; Pormenores do Alçado Nascente e Lateral Sul, Des. Arq.03.010; Arq. 02.014) Assumindo a sua modernidade, os novos vãos envidraçados (4 montras) terão caixilho em aço inox, não visível do exterior.
III. Ampliação do ‘novo volume’ a executar em estrutura metálica e vidro - escada e elevador – enquadrado junto da fachada lateral/Sul, em mais um piso, tendo por objetivo o melhoramento das condições de circulação e permitir o acesso, da totalidade dos pisos, ao jardim/Poente;»

15/11/2017

Homessa, cadê as pinturas dos tectos do Palacete Faria??


(ou como Souto Moura anda literalmente a gozar com os lisboetas!... http://www.fariapalace.pt/)

...

Fotos do Palacete Faria pré-Souto Moura, em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=14217:

...

NB: As pinturas do hall e da escada ficaram e estão a ser restauradas.

Palácio de Santa Helena - Queixa à Provedoria de Justiça


Exma. Senhora Provedora de Justiça
Prof. Doutora Maria Lúcia Amaral


Cc. PCML, AML e media

Vimos pelo presente apresentar queixa junto de Vossa Excelência e dos serviços da Provedoria de Justiça relativamente ao projecto de alterações com ampliação, processo nº 454/EDI/2016, aprovado por despacho do Vereador do Urbanismo da CML, para os edifícios e logradouro do Largo do Sequeira, nº 7 (Palácio de Santa Helena), em Alfama, cuja obra decorre.

Com efeito, do projecto em apreço decorrem algumas implicações que, a nosso ver, poderão configurar a violação do Plano Director Municipal, tratando-se ainda de um imóvel do Inventário Municipal do Património (Lote 36.07 Palácio Sequeira Freire / Largo do Sequeira, 7), a saber, e principalmente, o Artigo 17º do Regulamento do PDM, referente ao “sistema de vistas”.

Assim, salvo prova em contrário, e após verificação no local, parece-nos evidente que as vistas para o rio, desde o enfiamento do Largo do Sequeira/Escadinhas do Arco da Dona Rosa, serão severamente afectadas se compararmos a situação actual (https://www.google.pt/maps/@38.7135824,-9.1270562,3a,75y,206.93h,90.59t/data=!3m6!1e1!3m4!1svbTqhP1_YybA4hlJ0VzL0Q!2e0!7i13312!8i6656) com a futura tendo em consideração a construção anunciada no leaflet do promotor, a qual basicamente, vai fazer subir em pelo menos 1 andar todo o muro ali existente.
Também as perspectivas através do canto inferior direito do lote (no fecho da Rua dos Corvos), hoje desafogadas, serão afectadas pela construção de um corpo novo.
Finalmente, e não despiciendo, as vistas desde os miradouros das Portas do Sol e de Santa Luzia para as zonas altas de São Vicente de Fora e Santa Engrácia serão severamente afectadas pela “muralha” que irá ser construída e revestida a contínuo uniforme, em toda a extensão do lote do lado poente, ou seja, será impossível que a mesma passe despercebida a quem se encontrar nos referidos miradouros.

Acresce que as construções novas agora aprovadas pela CML no logradouro do Palácio de Santa Helena, aprovadas com a justificação de serem construções/ampliações sobre corpos já existentes, são-no de facto em construções ilegais, uma vez que os pavilhões ali existentes foram oportunamente considerados pela CML como ilegais, mas nunca demolidos.

Finalmente, consideramos lamentável que, mais uma vez, um projecto como o presente, com forte impacte num bairro histórico e consolidado como é Alfama (o que aliás é referido na documentação camarária que aqui juntamos), se permita ser aprovado por despacho, sem ser discutido em reunião pública de CML e, pior, não ser tramitado urbanisticamente por quem de direito como se de uma operação de loteamento se tratasse e assim promovesse uma discussão pública a vários níveis.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Fernando Silva Grade, Pedro de Souza, Miguel Atanásio Carvalho, Virgílio Marques, Gonçalo Cornélio da Silva, Miguel de Sepúlveda Velloso, Jorge Pinto, Rui Pedro Barbosa, António Araújo

11/11/2017

Portugal à venda....


Panteão Nacional é actualmente também refeitório 

É a última coisa que devíamos perder....a chamada dignidade, mas vamos em bom caminho. É vistos gold para a entrada sabe lá de quem, são as prioridades todas para sr. turista, e estamos brevemente todos (e tudo) à venda. 

Sobre esta vergonha que nos devia fazer corar a todos....pode ler mais aqui

10/11/2017


Ainda a propósito do empreendimento "prateado" libanês no Poço do Bispo (http://www.diarioimobiliario.pt/Habitacao/Grupo-libanes-investe-16-M-em-51-Design-Lofts-em-Marvila) convenhamos que os "bonecos" não parecem mal, e dadas as pré-existências, ainda menos... julgo que os investidores sejam os mesmos do hotel Alegria, na Praça da Alegria, o que também não parece mal antes pelo contrário, pois pegaram num pardieiro e puseram-no a bombar. O grande atractivo deste negócio serão as vistas para o rio, já que nas traseiras o "apita o comboio", as vistas e a "fréquence" não me parecem mto. atraentes. É uma "resposta" ao mega-empreendimento de Renzo Piano, ali nem a 500mt e a prova que aquela zona de oportunidades (de Braço de Prata até à Manutenção Militar) é mesmo isso, uma zona de oportunidades, e acho muito bem. Há contudo ali uns pavilhões em ferro bem bonitos, sobretudo onde a rua Pereira Henriques faz o "cotovelo" e que merecem atenção mais cuidada...

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