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22/02/2017

Plataforma em Defesa das Árvores - Visita guiada ao Jardim Botânico Colonial - Sábado - 10H30


Juntem-se à Plataforma em Defesa das Árvores, neste Sábado, numa visita guiada pela Eng. Agrónoma Isabel Leal ao Jardim Botânico Tropical (ex-Jardim do Ultramar, ex-Jardim Colonial), em Belém.
A visita é gratuita, mas a entrada no jardim tem o custo de 2 EUR

CML, muito OBRIGADO pelo regresso do Pavilhão mas lá dentro ficou armazém/hangar:


Não podiam ter mantido e recuperado os varandins, as bancadas, o palco, os bastidores? Porquê?

Fotos ("inauguração"): R da Gama

Foto (antes da obra): GG Photography

Foto (do antigamente): Arquivo Municipal de Lisboa

21/02/2017

Petição contra o desvirtuar irreparável da Praça das Flores


PETIÇÃO

Salvar a Praça das Flores e a identidade de Lisboa


Para: Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; Ex.mos Deputados da Assembleia Municipal de Lisboa

Os assinantes desta petição vêm manifestar-se contra a demolição de um edifício histórico e a construção de um edifício dissonante na Praça das Flores n.ºs 10 a 14, licenciada no âmbito do Processo 384/EDI/2015, por Despacho de Sr. Vereador Manuel Salgado a 20 de Julho de 2016.

Em causa está, por um lado, a perda de identidade de Lisboa, ao permitir-se a demolição de um edifício que, embora anónimo, contribui para a harmonia de uma das praças mais emblemáticas da cidade e, por outro lado, a construção de um edifício dissonante, sem nenhuma relação com a cultura arquitectónica e urbanística do centro histórico onde se insere, e que prejudica fortemente a imagem da Praça das Flores.

De referir que, apesar de todas as informações técnicas desfavoráveis, este mesmo processo tem Alvará de Construção emitido a 06-12-2016, estando eminente a sua demolição, já se encontrando afixado no edifício a publicidade da empresa de construção que terá a obra a seu cargo.

Mais se informa que foram enviadas, por correio expresso, cartas para o Ministério Público, Provedoria da Justiça e Ordem dos Arquitectos a 10/02/2017, apresentando queixa/denúncia relativamente a este Processo, com base nos seguintes fundamentos:

1. A 20 de Julho de 2016, foi aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa, a demolição do edifício sito no n.º10 da Praça das Flores e a construção de um novo edifício neste lote e no logradouro contíguo, conforme denunciado pelo Jornal Público a 21/02/2016.

2. O projecto licenciado, da autoria do Arquitecto Souto Moura, é em tudo idêntico a um outro seu, construído na Rua do Teatro, na Cidade do Porto o que desde logo atesta a falta de preocupação em realizar uma proposta que tenha qualquer referência com a Cidade de Lisboa, no geral, e com a Praça das Flores, em particular.

3. Na informação técnica, onde se propõe o indeferimento do processo, pode ler-se que o edifício a demolir “possui características arquitectónicas com relevância tais como a composição simétrica, a trapeira com grande presença, o beirado à portuguesa, os cunhais de pedra, os vãos de sacada com varanda, etc, que garantem uma integração equilibrada no conjunto homogéneo das edificações que definem urbanisticamente a Praça das Flores”. Já em relação ao projecto em apreciação, refere-se na mesma informação que “o desenho proposto para o alçado, o último piso recuado, as dimensões e características dos vãos e dos dispositivos de ensombramento, assim como as varandas reentrantes, não possuem qualquer relação com a linguagem arquitectónica dos edifícios confinantes, nem referências nas composições arquitectónicas dominantes no conjunto da Praça das Flores em termos morfológicos e tipológicos”.

4. O parecer afirma ainda que a proposta contraria “o disposto no nº 1 do artº 42º do Plano Director Municipal” (PDM) que impõe que “as obras de construção, ampliação e alterações têm que se enquadrar nas características morfológicas e tipológicas dominantes no arruamento em que o edifício se localiza e contribuir para a respectiva valorização arquitectónica e urbanística”, bem como outras imposições legais, como os alinhamentos de pisos e vãos com os edifícios confinantes, a ocupação do logradouro e os requisitos da admissibilidade de demolições.

5. A referida informação (30575/INF/DPEDI/GESTURBE/2015) recebeu a concordância dos chefes de Divisão e do Departamento de Projectos Estruturantes da Câmara Municipal de Lisboa.

6. Não obstante a evidente perda de património em causa, o processo - que propõe um edifício de 5 pisos, com vidro a toda a largura da fachada, assente numa estrutura de betão armado revestida com perfis de ferro, lâminas de alumínio para ensombramento e telas de rolo - acabou por ser aceite pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) - chamada a pronunciar-se devido ao local se situar na Zona de Protecção Especial do Bairro Alto, classificado como Conjunto de Interesse Público.

7. Seguidamente, e contrariando a proposta de indeferimento dos serviços camarários, o projecto foi aprovado pela CML, tendo por base uma informação do Director Municipal Catarino Tavares onde este refere que “na arquitectura, como em qualquer outra arte, (…) podemos ter vários olhares e todos eles válidos” e um despacho de aprovação do Vereador Manuel Salgado, datado do mesmo dia e sem nada acrescentar.

8. É este o critério usado para justificar o injustificável e legalizar o ilegal.

9. A propósito de critérios, vale a pena referir que este mesmo local foi alvo dos Processos 20/EDI/2008 (entrada na CML em 04.01.2008); 1449/EDI/2008 (entrada na CML em 14.11.2008); e 633/EDI/2009 (entrada na CML em 08.05.2009), sendo que só este último foi deferido, após sanadas as questões que foram sendo levantadas nos processos anteriores e garantida a manutenção e boa integração da fachada do edifício existente no n.º10 aquando da sua ampliação.

10. Quanto ao deferimento do Processo n. 384/EDI/2015, refira-se que está em causa não apenas o impacto desta intervenção em concreto, mas também a abertura de um precedente que retira à CML qualquer legitimidade para reprovar intervenções semelhantes, na Praça das Flores ou noutras praças e ruas de igual cariz, com prejuízo para a imagem e património da Cidade de Lisboa.

11. Isto se, por acaso, o pretender.

12. Na verdade, apesar do Regulamento do PDM de Lisboa, no seu artigo 45º, deixar claro só ser possível a demolição de edifícios existentes em situações manifestamente excecionais (conforme se pode ver) são já muitos os edifícios de arquitectura tradicional e que garantem a harmonia do local onde se inserem, cuja demolição e posterior substituição se vê aprovada, sem que sejam compreensíveis os critérios. [...]

17. Finalmente vale a pena referir que é frequente a CML inviabilizar demolições totais ou parciais de edifícios cujo interesse, individual ou para o conjunto em que se inserem, é bem menos evidente, o que mais reforça a nossa surpresa quanto aos critérios utilizados na apreciação de processos.

Face ao exposto, solicita-se a intervenção de V. Exa., de modo a garantir que a Câmara Municipal de Lisboa, coloque o interesse público acima dos interesses privados, aja em conformidade com a lei, incluindo a administrativa e penal, sendo anulado o Processo licenciado para os n.ºs 10 a 15 da Praça das Flores. Solicita-se ainda que sejam investigados os processos relativos aos casos apresentados no ponto 14 supra e outros que, do mesmo modo, têm vindo a lesar o património e a identidade da Cidade de Lisboa.

Atentamente.

"A Baixa em mudança"


Por Guilherme Pereira:

20/02/2017

turismo em Lisboa - Estação do Rossio


Chegado por e-mail:


«Exmºs. Senhores

Penso que este assunto já aqui terá sido abordado.

É este o panorama que, diariamente, pela manhã, podemos observar na estação do Rossio, com filas intermináveis de turistas com destino a Sintra.

Seria assim tão difícil a CP disponibilizar mais bilheteiras nestas duas ou três horas de "ponta"?.

Cumprimentos

Rogério Marques»

17/02/2017

Demora mais que 10´mas é um belo inquérito. Respondam e passem palavra!


In Público (17.2.2017)

«Tem 10 minutos para avaliar os espaços verdes de Lisboa?

A Câmara de Lisboa quer saber a opinião dos seus munícipes sobre os jardins e parques da cidade. Quais os preferidos dos lisboetas? Há um inquérito online, disponível até dia 21 de Abril. [...]»

Pastelaria Alcôa na Casa da Sorte (Chiado) - destruição do legado de Conceição Silva

Exma. Senhora
D. Paula Alves


CC. PCML, VPCML, VCVP, AML, DGPC e media

Lamentamos profundamente que uma marca conceituada como a v/Alcôa tenha optado pela destruição deliberada do interior da antiga Casa da Sorte, ao Chiado, em vez de adaptar a comercialização de pastéis de nata ao espaço, como seria expectável, preservando e redignificando todo o interior daquela loja concebida como “obra total”, em 1962, pelo arq. Conceição Silva. Em vez disso optaram por destruí-lo irremediavelmente.

Apesar das v/declarações em contrário (https://www.publico.pt/2015/01/12/local/noticia/alcoa-vai-ocupar-antiga-casa-da-sorte-e-promete-preservar-patrimonio-1681930), de que tudo seria preservado e que o resultado final da obra de adaptação do espaço à v/actividade ficaria ainda mais genuíno do que no projecto de origem (!) de Conceição Silva, o que se verifica com a abertura da pastelaria é que apenas restam os painéis azulejares polícromos de mestre Querubim Lapa (talvez porque a sua eventual remoção ou mutilação fosse ainda mais escandalosa), tudo o mais é outra coisa que não o projecto de origem de Conceição Silva, como facilmente se comprova.

Recordamos, caso não saibam, que Conceição Silva foi, para além de insigne arquitecto, um dos maiores expoentes da concepção e decoração de espaços comerciais em Lisboa, designadamente na Baixa e Chiado, onde desenhou autênticas “obras totais”, como era o caso desta da Casa da Sorte, na Rua Garrett. Assim, aquele arquitecto concebeu tudo o que ali existia, menos os azulejos: mobiliário, revestimentos de paredes, balcões, iluminação, revestimentos de tectos, chão. Foi isso que existia antes desta obra, e que embora em mau estado, era facilmente restaurável e adaptável às funções da v/actividade. Foi isso que foi arrancado e partido como se fosse apenas lixo.

Igualmente lamentável é o facto das entidades com responsabilidades na preservação do património da cidade (CML e DGPC) tenham acordado já tarde para este problema, e que a loja apenas constasse do inconsequente inventário do Património Municipal anexo ao PDM e se tivesse aberto um procedimento de classificação da loja já com o seu interior destruído (!).

Compreendemos a oportunidade que daí decorreu mas não a aceitamos, mais a mais existindo na cidade bons e recentes exemplos de adaptação cuidada e conhecedora de espaços com história a negócios actuais, na sua esmagadora maioria envolvendo promotores jovens, algo que reconhecidamente não é apanágio desta nova pastelaria, cujo visual, estimável, é apenas contemporâneo.

Melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge, Inês Beleza Barreiros, Miguel de Sepúlveda Velloso, Virgílio Marques, Miguel Atanázio Carvalho, Maria de Morais, Paulo Guilherme Figueiredo, Cristiana Rodrigues, Maria do Rosário Reiche, Júlio Amorim, Ana Alves de Sousa, Pedro Henrique Aparício, Jorge Ponto, Fátima Castanheira, João Oliveira Leonardo, Beatriz Empis e António Araújo

Fotos: Rita Gomes Ferrão

Fotos: Fernando Jorge

Visita ao antigo Hospital Militar Central (Jardim da Estrela) dia 18, às 10h45


Organização: Soc. Geografia de Lisboa.
Entrada Livre, com pré-inscrições (até dia 16) para amoutinho.borges@sapo.pt ou mmendessiva@sapo.pt

15/02/2017

Isto confirma-se?


Alerta via facebook:

«O restaurante e casa de fados Mesa de Frades localizado na Rua dos Remédios fechou. Estava instalado na antiga capela da Quinta da Dona Rosa totalmente forrada com azulejos do sec. XVIII. O edifício está a ser renovado para outra função. Mas o que não se compreende é a profunda alteração da capela. Foi totalmente destruída, as paredes picadas e a sua dimensão alterada. Neste momento é uma caixa em betão. Alguma pessoa deste forum estará informada da legalidade e do caminho que esta "recuperação" está a seguir? Obrigada
Ana Mafalda Valente Pinto‎»

Valha-nos que há quem "ame" o legado de Pardal Monteiro!


E como o amor não tem barreiras, eis o que a Prologica (c/proj do arq. Pedro Carrilho) acaba de submeter à CML para aprovação! Lindo, o amor de ambos pelo legado de Porfírio Pardal Monteiro! Que a CML chumbe este aborto, com rapidez e dureza, por favor.

Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade ...


In Público (14.2.2017)
Por João Pedro Pincha

«Semana Académica sai de Monsanto, depois de quatro anos de críticas

Não foi revelado o novo local da festa estudantil, mas as obras do Plano de Drenagem afastaram o evento do Pólo Universitário da Ajuda. [...]»

No Sodré, o amor à calçada tanto que é:


14/02/2017

Estes aqui são bonitos mas os da placa central são debruados (?) a azul * e por isso são pimba!


In Público (13.2.2017)
Por João Pedro Pincha

«Ai, Cais do Sodré, já todo o sapato te serve no pé?

Estão quase a acabar as obras de requalificação do Cais do Sodré, que segundo a câmara serviram para abrir a frente ribeirinha à “fruição pública”. Há mais passeios, mais árvores, menos carros, muitos elogios. A má fama do Cais vai desaparecer de vez?»

...

Além de que há muros e murinhos a mais no jardim e o quiosque antigo foi-se e aterrou um novel bem gordo para comes e bebes mais calóricos. Para onde e para quem foi o antigo, podemos saber?

* Correcção: as risquinhas azuis são protecções ao banco, em plástico, ufa :-)

10/02/2017

Rua do Carmo: LIVRARIA PORTUGAL deu lugar a ...isto!



Boavista Nascente, Boavista Poente, mas nem por isso boas vistas


República de Fachada: R. António Maria Cardoso 9-13




Está concluída a demolição integral de mais um interior de prédio pombalino no Chiado.

Este imóvel, mais do tipo palácio que prédio de rendimento pombalino, tinha bons interiores com pinturas murais e também nos tectos, para além de importantes vestígios arqueológicos no subsolo que estão agora a ser registados antes das máquinas sôfregas dos "investidores imobiliários" avançarem para destruírem o resto. Aqui passava a muralha medieval da cidade e isto foi chão do grande palácio urbano dos Duques de Bragança. Mas com certeza que no final das obras tudo vai ser "vendido" como obra exemplar, amiga da História e orgulhosa do Património único de Lisboa... Qualquer slogan do tipo «Venha viver de mãos dadas com a História do Chiado»? E querem apostar como até irá ganhar um prémio nacional do imobiliário?

09/02/2017

1º Prémio de tutoragem em árvore de Lisboa: Largo das Portas do Sol


Um Clássico das avarias de Lisboa: as escadas rolantes da estação do Metro Baixa-Chiado



Mas em breve Lisboa terá um novo candidato a clássico de "avarias crónicas": as futuras escadas rolantes da Nossa Senhora da Saúde na Mouraria. Se estas escadas do Metropolitano de Lisboa - interiores e fechadas durante parte da noite - imaginem as escadas rolantes exteriores na Mouraria...Um futuro "Elefante Branco" que vai custar aos contribuintes milhões de euros mas que estará avariado, muito provavelmente, na maior parte do tempo.