21/08/2014

Ai, ai, a esplanada do Parque Eduardo VII ...


«No inicio dos anos 60 a esplanada do Parque Eduardo VII cobria 3/4 do lago e à noite dificilmente se arranjava mesa. E assim se manteve durante mais de uma década. Era uma das raras esplanadas de Lisboa, extraordinariamente agradável e um dos meus locais preferidos.» (In Grupo Freg. Avenidas Novas do Facebook, por Fernanda Carvajal)
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Aos cisnes brancos já os devem ter comido, que é só patudo, agora. Ao negro, deixei de o ver, tb. Os roseirais são o que a foto retrata e lá para baixo a cena ainda é pior. O resto é matagal e relvado/ervado, buracos a afins. A estátua há muito que não jorra água. Devia ser retirada a concessão a quem explora o café/restaurante/esplanada. Não honra nem o Parque Eduardo VII, nem Lisboa, nem quem lá vai com olhos de ver, muito menos o legado de Keil do Amaral.

Câmara de Lisboa tenta vender imóveis por 60 milhões de euros em Outubro


In Público (21/8/2014)
Por José António Cerejo

«Hastas públicas já têm datas marcadas e foram divulgadas num novo portal municipal dedicado às "oportunidades imobiliárias".

A Câmara de Lisboa vai promover cinco hastas públicas, entre 8 e 23 de Outubro, com o objectivo de vender um grande número de edifícios, terrenos para construção e apartamentos, e também de arrendar 15 espaços comerciais.

[...] Neste rol de prédios encontra-se um edifício do largo Rodrigo de Freitas onde funcionou durante anos o Museu da Marioneta e que o munícipio tinha desistido de vender em 2008, na sequência de um movimento de opinião que defendia a sua manutenção na esfera pública por ali ter nascido São João de Brito. Em 2010 a câmara chegou a anunciar a instalação no local de um centro para pessoas sem-abrigo. [...]»

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O quê? Já deram o dito/escrito por não dito/escrito no que toca à casa onde se crê tenha nascido São João de Brito?! LOL.

20/08/2014

A MORTE ANUNCIADA DE UM CHOUPO CUJO ÚNICO “CRIME” FOI TER CRESCIDO DEMASIADO


Estava anunciado para 18 de Agosto o abate de 20 árvores, entre as quais o choupo que as fotografias documentam.

Realmente a pequenez do nosso país não comporta a grandeza e majestade do exemplar a abater.

A propósito, e para reflexão, gostaria de deixar aqui expresso o poema de Luís Filipe Maçarico,

REQUIEM POR UM CHOUPO

Era uma cidade com aromas de viagem,
aquela onde um dia fui criança.
Esta noite estrangularam outra árvore habituada
a ver-me passar,
e ninguém se importou com o assunto.

E eu que varri muitas folhas derramadas
dessa farta cabeleira num Outono já distante
estremeci
com o ruído seco do velho choupo ao morrer.

Aconselharam-me a ficar calado: “Não há tempo
para escutar canções de melros entre ramagens”.

Mas sou teimoso ! Ridículo é aceitar
que o alcatrão vença
e os anestesiados se dirijam
cada vez mais velozes
para a sua verdade infeliz !

Então peguei no meu caderno de emoções
e escrevi com uma lágrima de raiva :
quando a cidade não ama as suas árvores, que medalha
deverá um Poeta pôr ao peito

dos que a governam ? Luís Filipe Maçarico
“A Essência” (1993)

Que pena haver tão poucos poetas em Portugal ....... !

Choupo no Logradouro nas traseiras da Avenida de Madrid, Freguesia do Areeiro, condenado à morte com mais 19 companheiros de infortúnio, a quase totalidade sem razão aparente. Oxalá possam os moradores do local, em tempo, alterar uma decisão precipitada.


Pinto Soares

Câmara de Lisboa iniciou a recuperação do Parque Tejo por um preço quase inaceitável


In Público (20.8.2014)
Por José António Cerejo e Marisa Soares

«Concurso foi ganho por uma das quatro empresas que propuseram o mesmo preço: um cêntimo acima do valor considerado "anormalmente baixo". Hora de entrega foi o critério do desempate.

Os passadiços de madeira que se estendem ao longo da frente ribeirinha do Parque Tejo, no Parque das Nações, começaram esta semana a ser reparados por uma empresa contratada pela Câmara de Lisboa. Depois de meses de abandono, que resultaram em tábuas levantadas e partidas em muitos locais, os trabalhos iniciaram-se agora, não se sabendo quanto tempo durarão.

De acordo com o presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, José Moreno, a reparação vai demorar “umas largas semanas” e o contrato inclui a manutenção dos passadiços. “Finalmente! O espaço é muito utilizado e esteve vários meses sem manutenção, daí que tenha atingido um elevado nível de degradação”, observa o autarca eleito pelo movimento Parque das Nações Por Nós. [...]»

...

Finalmente, sim.

18/08/2014

OPERAÇÃO DE LOTEAMENTO EM CONSULTA PÚBLICA


In Site CML:

«Decorre de 5 a 26 de agosto de 2014, um período de consulta pública da operação de loteamento para o lote sito entre o arruamento paralelo à Avenida Lusíada, a Rua João de Freitas Branco e as Ruas A e D do LIM do Alto dos Moinhos, freguesia de São Domingos de Benfica, durante o qual os interessados poderão apresentar as suas reclamações, observações ou sugestões.

Aviso nº 84/2014

Mais informação»

Petição "Em defesa do projecto cultural dos Artistas Unidos", assine e divulgue, S.F.F.


«Exmo. Sr. Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor António Cruz Serra,

Foi com muita apreensão que soubemos que a Universidade de Lisboa dá por terminado o contrato que permitiu a actividade dos Artistas Unidos no Teatro da Politécnica, pondo fim a um percurso de três anos em que a companhia transformou um espaço abandonado numa das referências culturais da cidade. Essa revelação é particularmente inesperada por recordarmos que as longas negociações para a cedência deste espaço pela Universidade de Lisboa foram então minuciosamente acompanhadas pelo Ministério da Cultura, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela Câmara Municipal de Lisboa, que apostaram no Teatro da Politécnica para este fim específico, acreditando num projecto cujas expectativas nos parecem ter sido até excedidas pela companhia. [...] que se dê uma oportunidade a um compromisso de onde todos – universidade, companhia e cidadãos – podem sair vencedores; que se faça da renovação do contrato com os Artistas Unidos uma prioridade, para que se mantenha o Teatro da Politécnica como o imprescindível espaço de cultura que se tornou, onde criação, divulgação e formação coexistem, cumprindo uma luta que se espera ser também a de uma instituição universitária. Que não se desfaça por tão pouco o que tão exemplarmente se construiu».

Assine AQUI.

Então, agora que os AU tinham deixado de andar em bolandas e que aquele espaço estava a ser utilizado de forma condigna e, mais importante, tínhamos teatro de qualidade no centro nevrálgico de Lisboa, a UL decide correr com os AU? Nem dá para acreditar.

17/08/2014

PROTESTO!

Ainda não estou em mim com o que o PCP, ou alguém em seu nome, achou fazer com direito às entradas do metro da Alameda!
Como é que um partido político que tem, por génese, a defesa dos interesses de todos, e que se insurge contra as injustiças de um estado que atira para a destituição um número grande de pessoas, que sabe que os dinheiros públicos, porque escassos, devem ser canalizados para o mais relevante e urgente e poupado no supérfluo, que está aliado a um partido que se chama ecologista, faz isto?

Já havia feito um artigo, em Dezembro de 2013, onde denunciava o total desrespeito com que a Juventude Comunista trata o espaço público (aqui) mas parece que os séniores não se mostram mais sábios.
Esta é mais uma prova de que os políticos e os partidos, de todos os espectros, fazem uso abusivo das prerrogativas que lhes assistem; o bem público e a nação estão numa perspectiva afastada em relação aos interesses pessoais que estão em primeiro plano, sendo pouco mais do que alibis para a sua eleição.
Este paradigma de sociedade poderá mudar se a mentalidade do português mudar e, face a estes atropelos e abusos de confiança por parte de quem deveria estar acima de qualquer suspeita ou falta, mostrar veementemente a sua indignação.
Envie um email ao PCP (aqui) e pergunte-lhes quanto do seu orçamento eles alocaram para a limpeza destes grafitos ou se esperam que a empresa do metro pague essa limpeza, já agora aumentando o preço dos bilhetes aos utentes.
Não posso deixar ainda de referir que o BE não se mostra melhor neste aspecto, já que mantém um placard de dimensões pornográficas em pleno jardim, não se importando com o facto de ser um parque...
 
Este placard está aqui todo o ano. Uma vergonha como os partidos políticos desrespeitam aqueles a quem pedem votos!
Deixem vir as eleições e vão ver o circo de propaganda eleitoral.
Quem pode confiar nesta gente?

PS - Também no Bairro Azul as entradas foram pintadas da mesma maneira. Área classificada ou nem por isso?

Assim também se pode fazer....




Encontram-se bastantes em Estocolmo como este aqui na Fredrikshovsgatan em Östermalm. Janelas, portas, ornamentos, escadarias, pavimentos, ascensores e demais pormenores de origem. Sem garagem e com o metro quadrado mais caro da cidade....

16/08/2014

E as garagens vão de vento em popa

Palácio Praia-Monforte, ficamos sem saber se a dita maravilha pertence ao PS ou a um conhecido escritório de advogados da capital. De qualque maneira, é mais um rasgão na fachada de mais um emblemático palácio lisboeta. Nesta cidade o que é que está a salvo?

Estado da Phycus macrophylla no Princípe Real





Este é o estado actual da Phycus classificada existente no jardim do Princípe Real. Numa altura em que a polémica sobre a eventual construção de um parque de estacinamento subterrâneo se instalou, nada mais conveniente do que umas convenientes fitodoenças para começar a justificar o abate do arvoredo classificado. Uma vez este desaparecido, restarão só o Reservatório da Patriarcal e a vonatde de muitos lisboetas, como únicos obstáculos à concretização de mais um pesadelo em Lisboa.

14/08/2014

Série Chafarizes de Lisboa - 1 - Chafariz da Esperança Monumento Nacional

Chafariz da Esperança, Monumento Nacional: "imóvel ou conjunto com valor execpcional, cujas caracterísitcas deverão ser integralmente preservadas",  lê-se no site do SIPA 

Chafariz de grande efeito cenográfico. O adossamneto do edífico é posterior à sua cosntrução que é  barroca e pmbalina de pedra lioz com dois tanques, sendo o superior destinado ao consumo humano e o inferior ao dos animais, recolhendo os sobejos dos tanques de cima. Carlos Mardel e Miguel Ãngelo Blasco forma os arquitectos. Obra do séc. XVIII. Propriedade Municipal. fazia parte do ramal/aqueduto da Esperança. Hoje em dia é refúgio de pombos e de lixo.

Os contentores marcam a sua presença junto à escadaria que conduz ao patamar do chafariz. Obedecendo às regras de simetria barrocas, há outra escadaria do outro lado. Também ela ocupada por outros artefactos e engenhos.

Corpo central do Chafariz. O branco do lioz quase desapareceu sob um manto perene de líquenes e de sujidade. Já agora, não haverá outra forma de colocar a fonte de luz sem ser na cimalha?


Esta e a fotografia anterior retratam o actual estado dos tanques para onde nenhuma bica verte água. São usados como depósito de lixo e até como casa de banho. Os dejectos dos pombos amontoam-se em toda a superfície do monumento, sabendo que o lioz não é a pedra mais resistente à acidez, teremos a receita para o desastre.

O original é em branco. As rosáceas barrocas estão, lentamente a desfazer-se no meio do desleixo e da falta de limpeza.

Esta é a outrra escadaria. Ocupada que está pela entrada de um conhecido bar da capital. O toldo verde destrói todo o efeito de perspectiva, os pífios vasos só sublinham o descaramento de quem deixa as coisas chagar a este ponto.

Três das bicas em carranca que jorravam água para o tanque inferior. As bocas das bicas eram em bronze. Já quase nenhuma resta e estão secas há décadas. A vida de um cahafariz faz-se de água., Lisboa é uma cidade que pode ser escaldante no Verão. que bom seria se os chafarizes da capital regressassem à vida. Resta dizer que a última intervenção de conservação do MN foi em 1960, há 54 anos (dados SIPA). A propiredade é da CML, o chafariz é MN, o seu carácter é quase único no conjunto de chafarizes de Lisboa, a zona faz parte do centro histórico, poderia fazer parte de um percurso das Águas-Livres, não serão estas rzaões mais do que válidas para se proceder sem demoras à sua revitalização enquanto obra marcante da engenahria civil e arquitectura portuguesas do século XVIII?


13/08/2014

Mais dois exemplares que não são únicos no género. Infelizmente.

Alguém consegue defender isto? Fachada destruída na rua dos Industriais

Aqui havia um portão de ferro que fechava o logradouro do prédio de rendimento que se vê na fotografia. Tinha o mesmo aparato da casa de que fez parte. Foi há pouco tempo substituído por esta porta de armazém frigorífico. Lisboa no seu melhor. Calçada da Estrela. Aplauda-se quem aprovou uma bestialidade deste calibre.

Percurso pelas rua do Arco a S.Mamede, rua dos Prazeres, travessa do Cego, rua da Quintinha, rua da Imprensa

Por todo o lado neste percurso as "reabilitações" matam a harmonia das casas, sejam elas populares como a da fotografia, sejam palacianas. As fachadas são cortadas para que se cosntrua a inevitável garagem, os materiais escolhidos, sempre num aprumo de "originalidade" e de "criatividade" que muito dizem sobre o respeito que os arquitectos têm, no geral, sobre o pré-existente, são de gosto duvidoso. Este é o coração do centro histórico. Mas não importa, avancem os novos conceitos e convença-se o povo que se está a reabilitar Lisboa. Casa na rua do Arco a S. Mamede.

Rua da Imprensa, as demolições avançam sem parar. Nenhuma zona de Lisboa está já a salvo. Aqui nascerá mais uma daquelas casas Aires Mateus, muito capa de revista da especialidade, muito inovadora e inteligente, muito minimalista. Paradoxal conceito. de tanto minimalismo acabam por maximizar a destruição da cidade e a sua banalização.

A harmonia das casas tradicionais de Lisboa está a saque. Os rasgões das garagens são feridas insanáveis.

Lisboa será lida do rés-do-chão para cima. Fachada da mesma casa. De realçar os ferros das varandas, a cantaria das janelas. Este pouco é muito mais do que aquilo que os arquitectos em voga nos oferecem. Rua dos Prazeres.

Onde havia simetria há agora desequilíbrio. Mais uma conveniente garagem na inconveniência da trivialização de uma cidade que tinha tudo para ser singular.

O auge do mau gosto. Mais uma reabiliatção à moda de Lisboa. Travessa do Cego. Dir-se-ia que cegos são os que desenham estes monos, os que os aprovam, os que os aceitam. Já nem as águas-furtadas escapam. As telhas de canudo desaparecem para dar lugar a uma coisa, decerto da categoria dos acabamnetos de luxo para imóveis de prestígio, que não é carne nem peixe e que acaba por acentuar a fealdade e o tiro ao lado que é esta caixa.

Rua dos Prazeres, azulejos em falta nas fachadas é já uma imagem de marca desta cidade. Vendem-se bem e os estrangeiros gostam deles mais do que nós.

Uma garegem século XXI debaixo de janelas dos sécs. XVIII/XIX. Deve ser este o contraste harmonioso de que nos falam.

Nesta é maior a garagem do que a casa. Lisboa cidade de todos os excessos. 

Rua dos Prazeres, esta está à espera da reabiltaçãozinha que lhe acrescentará umas águas-furtadas de zinco, janelas de PVC cinzento e uma bela garagem ali do lado esquerdo. Em Lsiboa é fácil ser-se vidente.

Nenhuma rua de Lisboa é tratada com o devido respeito, nenhuma vê o seu património inventariado na íntegra, nenhuma faz parte de uma cartografia de ordenamento urbano. Definiram-se territórios de intervenção prioritários, zonas de protecção especial, etc. Figuras de estilo que não chegam para enganar o que a realidde nos traz todos os dias: menos cidade e mais facilitismo na sua adulteração enbcoberta por um certo ar de modernidade, tão inútil como fatal para Lisboa.

Esta imagem e a próxima estão aqui para provar que é possível reabilitar sem estropiar o património pré-existente nem ceder à tentação da garagem. Fossem todos assim  e outro galo cantaria


Magnífica casa apalaçada que torneja para a rua da Quintinha. Está neste estado à espera da derrocada final ou de uma Five Stars qualquer que lhe dê o tratamento habitual.

Este é um prédio de rendimento da viragem dos séculos XVIII-XIX. Obedecia a uma simetria: dois imóveis separados por pilastras. O da esquerda está intacto, existindo na entrada belíssimos páineis de azulejos do século XVIII. Nele viveu Vellozo Salgado. O segundo é este. Onde antes existiam janelas e portas, encontra-se esta boca de garagem. Rua da Quintinha. Na Lisboa do século XXI ainda se fazem estes atentados. É por toda a cidade. Nenhum bairro escapa, nenhuma periferia, nenhum centro histórico. Lisboa é hoje uma cidade mais pobre e mais triste.

12/08/2014

PUBLI-Cidade: Marquês de Pombal


Durante as Festas de Lisboa, a nossa cidade vira um campo de batalha de publicidade... Este ano temos que dar novamente nota negativa à organização das Festas de Lisboa (EGEAC), pelo tipo de relação que ainda estabelece com os patrocinadores. Os privilégios que se oferecem às marcas de bebidas alcoólicas são, no mínimo, éticamente reprováveis. A moeda de troca pelo dinheiro que investem é demasiado pesada para Lisboa.

SALVAR as GRANDES ÁRVORES de LISBOA - CONTRA o ABATE DESPROPOSITADO previsto Avenida Madrid (traseiras)


Para: Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Junta de Freguesia do Areeiro, Areeiro Primeiro.

FACTO:
Foram assinaladas 20 grandes e médias árvores para ABATE, alegando estarem a causar problemas para bens e pessoas.
Local: Avenida de Madrid em Lisboa - traseiras da avenida, com entrada pela pastelaria Madrid.
Data em que foram colocados os avisos nas árvores pela Freguesia do Areeiro: 7 Agosto 2014.
Data do Abate: 28 Agosto 2014.
Responsáveis: CML, Freguesia do Areeiro, em Lisboa.


INDIGNAÇÃO!!
Quem OLHA, vê apenas 3 árvores a causar danos a muros ou risco de cair: Uma em cada ponta: uma nas traseiras da Escola Luís Camões, e outra no muro das traseiras do prédio cor-de-rosa (nº 27 da Avenida São João de Deus). A que está muito inclinada - a cair? - está no meio da mata.


ARGUMENTO PARA SALVAR as GRANDES ÁRVORES:
Beleza natural, Equilíbrio natural numa cidade cheia de prédios e carros, Habitat para papagaios etc., Sombra, enfim - Mãe Natureza no seu melhor e onde é precisa, Valorização das actuais habitações ("vista campo e mato"), Silêncio, Ar Puro. São Á-r-v-o-r-e-s!


Precisamos de SALVAR as nossas árvores para que vivamos mais felizes nas cidades.

PERGUNTA-SE: Estaremos mediante interesses comerciais, imobiliários, de viveiros, parking, ou outros - o que se passa aqui?

A TODOS que gostam desta cidade: ASSINEM a petição! (AQUI)

Obrigada,
Munícipes da Freguesia de São João de Deus e Areeiro

É aproveitar agora que a moradia da Clínica S. sLucas e a do lado se foram... dá para ver muito bem o palacete:


In Público (10/8/2014)
ALEXANDRA PRADO COELHO e MÓNICA CID

«Um castelo nas avenidas novas

Foi aqui, no século XIX, o primeiro Jardim Zoológico e d’Acclimatação da cidade. Conta-se que o castelo nasceu para provar aos ingleses que os portugueses também sabem como tratar os cavalos. [...]»

09/08/2014

"Três taxistas do Aeroporto detidos por suspeita de crime de especulação"....

foto: Lusa

Motoristas terão cobrado a turistas 
estrangeiros valores acima da tabela

Três motoristas de táxi foram hoje detidos na zona do aeroporto de Lisboa pela suspeita de crime de especulação, disse à agência Lusa uma fonte da Polícia de Segurança Pública.
Na altura da detenção, os taxistas, dois homens e uma mulher, transportavam dois turistas alemães e um francês, praticando preços acima da tabela, adiantou a mesma fonte.
As três viaturas foram apreendidas e os motoristas foram presentes ao juiz de Pequena Instância Criminal, desconhecendo-se a pena aplicada.
Os motoristas de táxi foram detidos na sequência de ações de fiscalização que a PSP tem vindo a realizar para detetar este tipo de ilícito.
A PSP tem anunciado nos últimos meses a detenção de vários taxistas por suspeita do crime de especulação. Em maio foram detido seis, em junho dois homens e outro no passado dia 1 de agosto.

In DN 2014-08-09
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Pois....para alguns destes péssimos "embaixadores" da cidade....é a medida certa.

07/08/2014

Fazer do Caro... Barraco!

O que faz de uma rua, avenida ou mesmo bairro, exclusivo e os valoriza?
Não sendo um especialista mas antes um atento observador, convenci-me que seria um conjunto de critérios que concorreriam para estabelecer que um determinado imóvel sito numa determinada artéria tenha um alto valor imobiliário, levando os meros mortais a, somente, poder sonhar com essa casa ou com esse apartamento e ficar-se por aí.
Tomemos o caso da Rua Rodrigo da Fonseca e ruas adjacentes. Está adquirido por todos, penso, que é uma das chamadas ruas nobres de Lisboa. Nela fica o iconográfico Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, obra elegante de arquitetura civil, e ainda uma série importante de edifícios, do Art-Déco tardio ao modernismo do Estado Novo, formando um conjunto coeso de edificado de qualidade onde imperam grandes exemplos daquilo que eram as exigências habitacionais e de representação das classes mais abonadas.
Mas um olhar mais atento - e, no meu caso, com desapontamento - percebemos que esta artéria apresenta os mesmos problemas das zonas mais populares e mais desvalorizadas: passeios exíguos e bloqueados com contentores, publicidade, entre outros obstáculos; estacionamento massivo e por todo o lado, não sobrando os separadores centrais, prédios não recuperados, portas magníficas substituidas por outras ordinárias de alumínio lacado, varandas fechadas, janelas diferentes na mesma fachada, alterações grosseiras, dejetos caninos, publicidade agressiva, abusiva, desqualificada, árvores maltratadas.
Sou obrigado a constatar que as nossas melhores zonas são também exemplos cabais de más práticas de cidadania e de falta de cultura. Que elite esta que temos!
Então porquê? Porque é que esta rua, esta zona, é mais cara que... outras?