23/07/2014

Um quiosque no lugar de um lago


«Esta é a solução da CML para os #LagosSecos de #Lisboa? Destruir o lago (que já teve repuxo e peixes) e colocar no seu lugar um quiosque?! No Jardim da Praça de Londres não faltava espaço para este quiosque: tinha mesmo que ser colocado sobre o local do lago?!», pergunta-se Rui Martins no facebook.

Acrescento: Ora, Rui Martins, então não sabes que os lagos e peixinhos já eram? os lagos estão sempre porcos, águas estagnadas, a água não jorra, o metal é roubado e a pedra partida, assim é tudo mto. mais fácil, e dá rendimento Além do mais o pessoal quer é cerveja, pois cerveja com ele!

22/07/2014

PUBLI-Cidade: Praça Luís de Camões

2014 (hoje)
 2013
2012
2014
Desde pelo menos 2011 que este imóvel em zona classificada recebe telões com 100% da área com publicidade - e mais grave ainda é o facto de nem sequer ter estado ou estar estar em obra! Porquê? Vamos perguntar à CML e à DGPC. O imóvel é, segundo fomos informados, propriedade da Coporggest, do grupo BES. Esta situação era impossível de acontecer em cidades como Roma, Munique, Zurique, Londres ou Paris. O atraso de Lisboa nesta matéria é uma vergonha nacional.

21/07/2014

Constituído movimento para recuperar a igreja de São Cristóvão




Mais de duas centenas de pessoas aderiram ao movimento que pretende recuperar a igreja de São Cristóvão, em Lisboa. Trata-se de uma igreja construída em 1680, com 44 telas de Bento Coelho da Silveira emolduradas numa rica talha dourada.
  Segundo a página do Facebook deste projeto (www.facebook.com/aarteemsaocristovao), os objetivos do ‘Movimento de Recuperação da Igreja de São Cristóvão’ passam por “recuperar e travar o estado de degradação em que o edifício e o património que integra se encontram”, “divulgar a história e a arte do monumento e da cidade”, “dinamizar a vivência do espaço religioso e cultural”, “promover e estimular a criação artística na comunidade onde se insere”, “fomentar a criação de parcerias entre as várias associações, coletividades, movimentos, entre outros, da comunidade onde se insere” e “contribuir para o desenvolvimento económico da comunidade envolvente”.
Este novo projeto da paróquia de São Cristóvão, na Mouraria, em Lisboa, foi apresentado para o Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa e teve início com a celebração da Eucaristia, no passado dia 9 de julho.
  Informações: http://scristovao.weebly.com

Fonte: http://www.vozdaverdade.org/site/index.php?id=4130&cont_=ver2

Telas de imóveis em obra: Antigo Edifício Grandella

Um dos raríssimos bons exemplos de telas de imóveis em obra. O antigo Edifício Grandella tem na sua face da Rua Áurea uma tela quereproduz de forma gráfica o desenho da fachada, contendo apenas uma faixa horizontal com publicidade ao estabelecimento comercial que arrenda o edifício. Infelizmente é ainda uma excepção em Lisboa. Tanto a CML como a tutela da Cultura continuam a não conseguir disciplinar e regulamentar esta matéria de forma a que Lisboa se aproxime ao menos dos padrões que vemos noutras capitais europeias. 

A BAIXA POMBALINA SEM ÁRVORES – Rua da Vitória


Julgamos que seria bom para os lisboetas a presença de árvores na Baixa Pombalina, nos locais com condições para as receber. Estamos a referir também os passeios laterais da Praça do Comércio, onde as árvores (que já aí existiram) deveriam substituir o artificialismo encontrado pelos concessionários das esplanadas, que procuram colmatar a sua falta com espécies (oliveiras, por ex.) em vasos que vão crescer tornando inadequado o espaço que as vai espartilhando.

João Pinto Soares

BAIXA: LIXO


Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Dr. Miguel Coelho

Serve o presente para reclamarmos do cenário degradante em que está a Baixa (Rua dos Correeiros, Praça da Figueira, Rossio, etc.), aos Sábados e Domingos, no que toca à recolha de lixo, conforme se comprova pelas fotos em anexo, tiradas exactamente neste fim-de-semana.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Fernando Jorge

Lisboa, capital do Azulejo: Rua Ilha do Pico






19/07/2014

Ribeira das Naus – As árvores morrem de pé.


A morte do gigante sacrificado à vaidade humana.

João Pinto Soares

18/07/2014

Chafariz do Largo do Carmo (MN) vandalizado



Fotos: FJ

Quem o viu e quem o vê: O Parque Tejo já não admira ninguém

Os 80 hectares do Parque Tejo, que eram um pedaço de paraíso, foram deixados completamente ao abandono pela Câmara de Lisboa há mais de um mês.

Por José António Cerejo, Público de 17 Julho 2014 | Fotos de Enric Vives-Rubio


Quando a esmola é grande o pobre desconfia! O adágio deve ter ocorrido a muitos dos que nos últimos 15 anos se surpreenderam com aquele pedaço de paraíso à beira-Tejo.
A qualidade superior do desenho e, sobretudo, da manutenção da extensa faixa verde que ia da Torre Vasco da Gama até à foz do rio Trancão, no Parque das Nações, só podia suscitar espanto e desconfiança.
O simples facto de a faixa verde já não surpreender ninguém, porque já não é verde e porque se tornou um arremedo do que já foi, parece dar razão aos desconfiados: “Isto era bom de mais para ser verdade”, diz um frequentador do Parque Tejo, já conformado com aquilo que agora lá vê.
Os 80 hectares que para ali atraíam milhares de visitantes passaram de um extremo ao outro. Nos 15 anos em que estiveram sob a alçada da sociedade Parque Expo só recebiam elogios; desde há ano e meio, altura em que passaram a depender da Câmara de Lisboa, tornaram-se alvo de uma zanga crescente.
Nos últimos meses, ao mesmo tempo que se acentuava a degradação do espaço, as queixas multiplicavam-se. Não apenas nos desabafos dos utentes, mas também através de blogues e páginas no Facebook, ou da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações e da própria Junta de Freguesia do Parque das Nações.

E não era caso para menos. Basta comparar as fotos do antigo Parque Tejo com a desolação que hoje lá impera. Onde havia relva viçosa e bem aparada, há agora desertos e arbustos secos, ou então matagais de relva à mistura com ervas daninhas que não são cortadas há meses. Em alguns deste locais, o excesso de água proveniente de um sistema de rega descontrolado e semi-destruído, com mangueiras e aspersores arrancados, origina poças e lamaçais. 
Mas o estado de abandono dos campos onde ainda há avisos da Parque Expo a proibir “botas de solas de pitons” para não danificar a relva é apenas um sinal. 
O retrato completa-se passo a passo, com muitas dezenas de bancos de madeira sem qualquer vestígio de tratamento; bebedouros vandalizados ou sem água; receptáculos de aço inoxidável para dejectos de cães desmantelados; rebentos de plátanos com meio metro de altura a pintalgar de verde o amarelo dos antigos relvados; colunas de iluminação partidas; passadiços de madeira transformados em harmónios feitos de tábuas levantadas e despedaçadas; graffiti onde há sítio para os pôr; ou casas de banho com as portas interiores rebentadas, torneiras avariadas e até buracos redondos no lugar dos lavatórios. 
Para não falar nas muitas árvores exóticas que estão a morrer à míngua de água no cenário de devastação em que se transformou o topo Norte do parque, junto à foz do Trancão. 
Nem no parque infantil repleto de crianças frente ao qual a Câmara de Lisboa teve o cuidado de colocar um painel informativo a dizer que ele está temporariamente encerrado e que “a CML não se responsabiliza” pela sua utilização.
“Isto está assim há meses. Depois choveu e melhorou. Agora está como está. Nas últimas semanas vi pontualmente um ou dois homens a arranjar qualquer coisa”, conta Bruno Figueiredo, residente nas proximidades do parque e responsável pela página do Facebook intitulada Pela Qualidade Urbana no Parque das Nações. O problema — que diz ser ali mais graves, mas que é extensível a grande parte do Parque das Nações — é que quando a Parque Expo geria o espaço “viam-se sempre muitos trabalhadores a tratar dos jardins e nos últimos meses desapareceram”.
Em Março do ano passado — três meses depois de a câmara ter tomado conta do espaço e apesar de ainda haver no terreno empresas de jardinagem ao abrigo de contratos feitos com a Parque Expo  — já a associação de moradores e comerciantes se queixava do facto de o sistema de rega do Parque Tejo não estar operacional.
“Transmitimos a nossa preocupação à câmara e temos continuado a pressioná-la, assim como à junta de freguesia, para que o parque volte a ter o nível de manutenção que fez dele um espaço de lazer e de vivência procurado por tanta gente”, conta Anibal de Oliveira, da direcção da associação.
“O que lhe digo é que aquilo não está pior porque a junta de freguesia, com os escassos recursos de que dispõe e apesar de não ter nenhuma responsabilidade no caso, tem feito algumas reparações no sistema de rega”, comenta o presidente da autarquia, José Moreno, eleito pelo movimento independente Parque das Nações Por Nós.
O autarca explica que câmara ficou responsável pelo espaço no final de 2012, mas que até ao fim de Janeiro deste ano ainda ali trabalhou uma empresa que tinha sido contratada pela Parque Expo. O trabalho só foi retomado em meados de Março por uma firma ao serviço do município, mas com muito menos pessoal, e o contrato terminou a 15 de Junho. 
“Desde então não houve qualquer espécie de manutenção feita por pessoal da câmara, ou por prestadores de serviços. Ontem o vereador Sá Fernandes disse na assembleia municipal que brevemente ia entrar outra empresa, mas eu tenho sérias dúvidas.” José Moreno acrescenta que a junta está na disposição de interditar o acesso aos passadiços de madeira que oferecem riscos para segurança das pessoas e diz que o contrato que contemplava a sua manutenção já terminou no final do ano passado.
Contactado pelo PÚBLICO o gabinete do vereador da Estutura Verde, José Sá Fernandes, informou, através de um assessor, que “vai ser adjudicado em breve” um contrato que abrange os espaços verdes do Parque Tejo e “algum do seu mobiliário urbano”. Desde 15 de Junho, garantiu João Camolas, “os serviços da câmara têm estado a assegurar a manutenção com os recursos possíveis”.
Quantas pessoas é que lá têm trabalham desde então? “Não posso precisar”, respondeu.
Ontem durante toda a manhã os 80 hectares do Parque Tejo não foram pisados por um único jardineiro da câmara. Além das duas mulheres que iam limpando as casas de banho, apenas um solitário agente da PSP fazia companhia às centenas de pessoas que ali gozavam o Verão.

Problemas estendem-se ao Parque das Nações
O estado dos restantes espaços verdes e da generalidade do espaço público do Parque das Nações também já é apenas uma sombra dos tempos áureos que se seguiram à Expo 98 e mesmo do período em que a Parque Expo foi responsável por eles, até há ano e meio.
A descentralização de competências da Câmara de Lisboa para as freguesias fez com que cerca de 25% do total desses  espaços passasse recentemente para a nova Junta de Freguesia do Parque das Nações, mas o muncípio continua a deter a tutela da área restante, com destaque para o Parque Tejo.
E quem percorre as alamedas e jardins da zona urbana do Parque das Nações percebe que esse vasto território não escapou aos percalços que o têm marcado, sobretudo desde o final de 2012. Espaços verdes degradados e sem rega suficiente nestes dias de calor, mobiliário urbano em mau estado de conservação, buracos no chão e ruas sem iluminação nocturna são algumas provas do desmazelo que ali reina.
José Moreno, o presidente da junta, não nega a existência de problemas, mas garante que desde o dia 28 do mês passado já tem uma empresa de manutenção de espaços verdes a fazer o essencia. O contrato termina a 31 de Agosto e está a ser preparado o lançamento de um concurso, de âmbito mais alargado, para adjudicar o serviço a partir de Setembro e até ao fim do ano. 
Entretanto, acrecenta, está em preparação um concurso público internacional para assegurar a manutenção completa de todas as áreas que dependem da junta durante um período de três anos, a contar de um de Janeiro de 2015.
Quanto à vasta área vedada por redes metálicas em que funcionou a antiga lixeira de Beirolas, no morro situado entre a estação de tratamento de esgotos e a faixa do Parque Tejo que acompanha o Trancão, José Moreno não tem qualquer informação sobre o seu fututro.
O terreno, coberto de erva seca, pertence ainda à Parque Expo, empresa de capitais públicos em fase de liquidação, e chegou-se a falar na instalação no local de um campo de treino de golfe. A crise e os atrasos que ocorreram no processo levaram, contudo, os investidores desinteressaram-se do projecto, diz o autarca.


Parque de estacionamento no Príncipe Real será “um elefante numa loja de porcelanas”

Cinco grupos de cidadãos uniram-se contra a construção de mais um parque subterrâneo no centro de Lisboa e prometem não baixar os braços.

Por Marisa Soares, Público de 18 Julho 2014

A Plataforma contra o Parque Automóvel, que junta cinco grupos de cidadãos de Lisboa, manifestou-se nesta quinta-feira contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real, pedindo à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que reprove o projecto. Caso contrário, avisam, será como enfiar “um elefante numa loja de porcelana”, com consequências “fatais” para aquela zona.
“A DGPC tem todos os instrumentos legais para dizer não a este parque, e se não o fizer vai ceder ao interesse privado em detrimento do interesse público”, afirmou Jorge Pinto, do Grupo dos Amigos do Príncipe Real, numa conferência de imprensa realizada à sombra dos enormes “braços” do cedro-do-Buçaco, um dos ex-libris do centenário jardim.
Em causa está a construção de um parque subterrâneo com formato em “U” a contornar a estrutura do jardim, com 300 lugares distribuídos por quatro pisos – mais um do que o previsto na versão inicial do projecto apresentado em 2001, ainda durante a presidência de João Soares na Câmara de Lisboa. Na altura, o projecto foi chumbado pelo ex-Instituto Português do Património Arquitectónico (actual DGPC) e esbarrou no protesto de moradores e ambientalistas. Mais tarde, em 2006, o instituto acabou por emitir um parecer favorável condicionado, mas a obra nunca avançou.
O presidente da câmara, António Costa, disse em Junho que é "negativo" construir ali um parque subterrâneo mas acrescentou que ele poderá ser “uma mais-valia” caso resolva o problema do estacionamento de residentes e não ponha em risco o jardim. Esta resposta “vaga” não satisfez os membros da plataforma – a qual reúne, além dos Amigos do Príncipe Real, o Fórum Cidadania Lx, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, a Associação Lisboa Verde e a Associação Árvores de Portugal – que prometem não baixar os braços.
Ambientalistas, urbanistas e arquitectos antecipam "impactos desastrosos" na estrutura dos edifícios da zona. Receiam, sobretudo, que a obra ponha em causa o Reservatório da Patriarcal, um núcleo do Aqueduto das Águas Livres (classificado como Monumento Nacional) que existe no subsolo do jardim. “Há muitos anos desejamos que seja apresentada a candidatura do Aqueduto a Património da Humanidade da UNESCO, se o parque avançar será mais um obstáculo”, afirmou Margarida Ruas, ex-directora do Museu da Água.
A discreta porta de entrada no Reservatório fica no centro do jardim e dá acesso a uma cisterna octogonal subterrânea, com capacidade para 880 metros cúbicos, sustentada por dezenas de pilares em pedra com cerca de dez metros de altura, com arcos de cantaria no topo. Dali partem as galerias que, no século XIX, levavam água até aos chafarizes da Baixa e do Bairro Alto. O Reservatório foi desactivado na década de 1940 e actualmente pode ser visitado em alguns dias da semana.
Os cidadãos consideram que a construção do parque “a um metro" das galerias terá “efeitos irreversíveis e imprevisíveis”. A DGPC também tem dúvidas sobre o impacto da construção no aqueduto - foi por isso que chumbou os dois pedidos de alteração para acrescentar o quarto piso, submetidos pelo promotor a 3 de Agosto de 2012 e a 14 de Janeiro de 2014. Na sequência do chumbo, a empresa encomendou um estudo hidrogeológico do local, sobre o qual a DGPC ainda não se pronunciou. “Está, assim, em vigor a aprovação condicionada de 23/11/2006 pelo ex-IPPAR”, esclarece este organismo ao PÚBLICO.
A plataforma destaca também os impactos do empreendimento no jardim, onde existem sete árvores classificadas. Em Maio, o responsável da Empark em Portugal, Paulo Nabais, disse ao PÚBLICO que “a obra não tem interferência com o jardim”, mas não convenceu os opositores. "O parque não vai ficar só sob o alcatrão, vai ficar sob os passeios e a orla do jardim", diz Jorge Pinto.
“Em qualquer cidade da Europa, este jardim seria considerado um monumento”, considera Margarida Cancela d’Abreu, presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas, avisando que a construção de uma “cofragem de betão” em torno daquela área verde vai alterar o sistema de drenagem e levar à morte das árvores - muitas já fragilizadas com obras de requalificação do jardim realizadas pela câmara em 2009.
A plataforma considera também que o parque não vai resolver o congestionamento de tráfego e a falta de estacionamento naquela zona central da cidade, defendendo em alternativa a reposição do eléctrico 24, que ligava o Largo do Carmo a Campolide. Existe já uma petição online contra o projecto, que tem quase três mil assinaturas.


17/07/2014

Palácios Barrocos: Lisboa versus Munique

 Antigo Palácio do Patriarca no Campo dos Mártires da Pátria 
  Ferragens furtadas em pleno Campo dos Mártires da Pátria 
MUNIQUE:
 Palácio Holnstein, actual residência oficial do Bispo de Munique

 Os cidadãos são informados dos nomes, datas e autores dos palácios da sua cidade
Na sequência da série de posts do nosso colega Miguel Velloso sobre a triste sorte dos palácios de Lisboa, deixo ficar aqui para comparação o antigo Palácio do Patriarca de Lisboa e o Palácio Holnstein, residência do Bispo de Munique. O nosso Palácio no Campo dos Mártires da Pátria em nada fica a dever ao seu congénere em Munique - antes pelo contrário, é uma obra de grande qualidade, com fachada barroca erudita, integralmente em cantaria, ao contrário do exemplar de Munique em "tijolo e reboco". Mas onde o Palácio Holstein ganha é no brio, estima e orgulho com que é tratado e vivido. Porque o antigo Palácio lisboeta está fechado e abandonado à sua sorte já lá vai pelo menos 1 década. Envolvido em mais um projecto de "hotel de charme", especulativo e de gosto duvidoso, vai sendo roubado, vandalizado e apodrecendo com as águas das chuvas que já entram pelos telhados, trapeiras rotas e vidraças partidas. Lisboa, pérolas a porcos? 

Relvados no Marquês de Pombal...


16/07/2014

PASSEIOS DE LISBOA: R. Passos Manuel / Jardim Constantino





Francoforte de Ontem... Hoje.

No momento em que ainda estamos em rescaldo do desterrar da bandeira inaugural sobre a Ribeira das Naus que, como escrevi num comentário, foi uma oportunidade perdida para fazer bem, tomei conhecimento, oportunamente, de mais informação sobre o projecto Dom-Römer que a cidade de Francoforte, na Alemanha, já está a pôr em execução e que vai trazer à fruição dos seus cidadãos e de quem a visita, o bairro histórico a que chamam Altstadt, renovado, ou antes...devolvido.
A Alemanha foi um país que viu grandes áreas urbanas, com valor inestimável para o cultura, serem destruidas pela guerra e, em sequência, pela divisão do território e pela fundação da RDA, que primou pela negligência do património e dos mais elementares direitos humanos. Mas sempre me surpreende, nas várias vezes que durante o ano me encontro lá, como é que ainda têm tanto para mostrar. Claro que dirão: já havia muito antes! Sim, é verdade, mas mais explicativo é que os alemães preservam...
Houve quem chorasse por saber que o centro de Francoforte iria ser devolvido, tanto quanto possível (porque não se pode simplesmente desalojar toda a gente) àquilo que era há quase 70 anos, o que me levou a concluir que o que foi construído na Altstadt nunca se enraizou, nunca foi assumido, nunca foi aceite, e foi agora expurgado.
Demoliram a Câmara Municipal (!) e vão em frente, em devolver à cidade e ao país, mais uma razão para se orgulharem do que ainda têm, que é bem mais que uma equipa de "futebol maravilha".
Este monstro já não existe, somente na má memória de quem teve de conviver com ele.
A área intervencionada não é menor que a da Ribeira das Naus, bem pelo contrário: 35 edifícios vão surgir ou ser recuperados 


Assinatura de autor... alguém vê onde está?
Talvez um pouco de "Disneyzação"? Onde?
Não se vê aqui mas vão colocar condeeiros palito, tenho a certeza.
A interpretação moderna ao lado deste "histórico" não retira, nada ao seu vizinho
Ainda acham que está boa a Ribeira das Naus? Pois para mim é um exercício de amadorismo e ignorância atrevida, fruto de falta de cultura e de sentido de identidade nacional e histórica. O mais dramático é que ainda nos coloca na posição de ter de agradecer porque o que havia era pavoroso. Sim, era, mas esse é um repto para fazer bem.
Continuo sem perceber porque as musas divinas não afagam os nossos premiadíssimos arquitetos. Será que somos filhos de um deus menor?

15/07/2014

Jardim da Alameda de Santo António dos Capuchos


Parece que uns apoiantes com excesso de entusiasmo resolveram apelar ao voto com grafitis a tinta vermelha nos muros do Jardim na Alameda de Santo António dos Capuchos ao Campo dos Mártires da Pátria (F. de Arroios)...