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04/06/2017

"Não há lisboeta que viva do Marquês para baixo que não se sinta acossado"....


foto: Orlando Almeida / Global Images

Presidentes de junta do centro histórico de Lisboa aplaudem medidas que restrinjam o alojamento local nos seus bairros.

O projeto de lei de dois deputados do PS - que defende que os vizinhos passem a autorizar alojamento local no seu prédio - provocou divisões entre os socialistas, mas encontra muitos aliados nos presidentes de junta do centro histórico de Lisboa. Há quem diga que até peca por escasso. E também quem lhe aponte críticas. Mas um ponto é unânime entre os autarcas ouvidos pelo DN. Santa Maria Maior, São Vicente, Misericórdia e, numa segunda linha, Penha de França, Arroios ou Santo António, todos concordam que é preciso tomar medidas para regulamentar o alojamento local.

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Pode ler o resto aqui no DN de hoje

4 comentários:

Anónimo disse...

Segundo os censos 2011 viviam 9 pessoas no Rossio. Nos censos 2001 viviam 12. Foram expulsas 3 pelo turismo?

Anónimo disse...

Típico comentário movido a má fé, parece-me - como se o Rossio fosse exemplo para alguma coisa em matéria de habitação. Além de que a frase "do marquês [de pombal] para baixo" pretende ser muito mais abrangente. Podendo não ser este o caso, é sintomático do que se vai passando pelos blogs: de cada vez que o assunto vem à baila, há sempre um troll de serviço para relativizar o impacto do Alojamento Local nos bairros centrais da cidade, porventura por se tratar da galinha dos ovos de ouro para tanta gente. Não pretendo com este comentário sugerir uma leitura maniqueísta do fenómeno, que terá os seus aspectos positivos, haja fiscalização. Mas, caro Anónimo, para se atualizar em termos de números, quer uma visita guiada ao meu bairro (Príncipe Real)? Posso dar-lhe exemplos de andares e prédios inteiros para arrendamento ao dia porta sim, porta sim (ilegais, na maior parte dos casos - basta ir ao airbnb - contam-se centenas de fogos), com o impacto que se imagina ao nível do deterioramento da qualidade de vida, condições de higiene urbana, património (o vale-tudo das obras), sentimento de comunidade, memória, cidadania, etc, etc. Posso também indicar-lhe as antigas habitações de dezenas de fregueses que daqui se mudaram nos últimos 5 anos. A situação está de tal modo descontrolada que já se dá o caso de turistas reclamarem o reembolso do aluguer de um rés-do-chão em virtude dos incómodos causados por outros turistas num terceiro andar do mesmo prédio - aconteceu há dois dias, numa transversal da Rua d'o Século. Enfim... Certamente que por algum motivo se ouvem coisas como as noticiadas neste post da boca da classe política da autarquia - é que, por enquanto, os turistas não votam. Cumprimentos, João Prado Santos

Anónimo disse...

Segundo os censos 2011, mais de 50% das pessoas pagavam menos de 60 Euros de renda. Acima de 500 Euros não chegavam a 10%. 90% dos lisboetas pagavam rendas muito baixas tendo em conta que vivem na capital.

LuisY disse...

Reconheço que aluguer de casas aos turistas dever ser regulado, pois certamente que há abusos e há sempre gente que quer ganhar dinheiro rapidamente, mas dizer que todos os que vivem no centro se sentem acossados é um exagero.

Vivo na Pena a dois passos do Rossio e o meu bairro, que era uma coisa um bocadinho chunga melhorou francamente com o turismo. Desapareceram as brigas, as cenas fadistas, as facadas e a polícia a vir a toda a hora. As casas do bairro que estavam todas a cair, melhor ou pior foram recuperadas. Digamos que vivo com melhor vizinhança e com mais tranquilidade e acho graça a um certo ambiente cosmopolita, onde tanto se ouve falar francês, como português ou nepalês. Não se pode diabolizar o turismo.

Agora concordo que a autarquia deve criar regras, porque senão temos outro Algarve e mata-se a galinha dos ovos de ouro

Um abraço.