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22/06/2017

O que será que vem aí?


Hoje 14.30h no Palácio Almada-Carvalhais, Largo Conde-Barão, os projetos reabilitação urbana apresentados pelo Fundo Sete Colinas com a presença do Ver. Manuel Salgado.

NB: Sessão privada, só aberta a convidados. Será que deixam entrar o Conde-Barão do Alvito? É vizinho e directamente interessado! :-)

Então e a ideia de colocar todos os buses no Martim Moniz? Parece-me certa!


In O Corvo (22.6.2017), por Samuel Alemão:

«Moradores da Baixa e da Sé dizem-se saturados de tantos autocarros turísticos

A circulação e o estacionamento de autocarros turísticos de grande dimensão pelas ruas da Baixa pombalina e da zona da Sé estão a contribuir para uma rápida degradação da qualidade de vida naquelas áreas. O problema tem vindo a intensificar-se, nos últimos anos, à medida do crescimento do fluxo de turistas a visitarem a capital portuguesa. Os moradores reclamam, por isso, a actuação das autoridades municipais, dando assim continuidade a queixas que já não são de hoje. O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), reconhece-lhes razão e tem vindo a exigir medidas à Câmara Municipal de Lisboa (CML), desde há mais de dois anos. Mas no terreno pouco se vê. Como consequência, o PSD pede a rápida criação de um muito prometido regulamento, que, entre outras coisas, permita “interditar o trânsito de autocarros turísticos em algumas artérias de zonas históricas”. [...]»

Festa da cerveja 2017 - Em frente do MNAA, fonte Pombalina MN...


Festa da cerveja 2017 - Rua dos Mastros


Jardim do Miradouro do Torel: abandono


I.e., relvados sem manutenção, lagos sem água, canteiros sem plantas ou flores, portão e gradeamentos cheios de ferrugem. Enfim, é preciso que este Jardim Histórico volte para a tutela da CML!!

Fotos de Fernando Jorge

21/06/2017

Olha que lindo, era tudo ilegal no projecto de ampliação do Bairro Alto Hotel mas ficou tudo légau:


Boas notícias para este pobre desgraçado, saudoso do século XIX :-)


Cultura - Direção-Geral do Património Cultural
Projeto de Decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do imóvel sito na Praça Duque de Saldanha, 28 a 30, e na Avenida da República, 1 e 1-A, Lisboa, freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito Lisboa:https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/107508411/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&day=2017-06-12&date=2017-06-01&dreId=107508391

Acerca da remoção dos cabos que nunca mais vem, eis uma recomendação recente do Provedor de Justiça à CML:


Escandaleira


Escandaleira... o prédio que aqui (na Almirante Reis) estava, estava em bom estado, pelo que não havia necessidade para esta "reabilitação", e nada tinha que ver com este mono digno da Reboleira!

As 3 fotos iniciais são da autoria de Diogo Baptista

15/06/2017

Segunda onda de calor de Junho 2017: é urgente reforçar a rega de árvores

Previsão de tempo do IPMA para Lisboa entre 15 e 20 de Junho

A Primavera de 2017 está a ser extremamente seca e quente. Depois de um mês de Abril extremamente quente e extremamente seco seguiu-se um Maio extremamente quente. Entretanto, em Junho, inicia-se amanhã aquela que é já a segunda onda de calor do mês. Estas condições impõem um enorme stress hídrico às plantas.

Desta forma, devido à seca e calor extremo, que é previsto agravarem bastante nos próximos dias, é urgente reforçar a rega de árvores plantadas nos últimos 2 a 3 anos, com sistemas radiculares ainda pouco estabelecidos.

Como exemplo, num passeio por Lisboa no dia 14/Jun/17, entre Entrecampos e o Parque Eduardo VII, constatei que muitos dos exemplares do género Prunus (que inclui cerejeiras-bravas e ameixeiras-de-jardim, por exemplo) plantados no Eixo Central, em especial no alinhamento externo mais próximo dos edifícios, se encontram em elevado stress hídrico e vários deles irão provavelmente secar irreparavelmente se não for reforçada a sua rega.

Ao mesmo tempo, o pinheiro-manso plantado ao lado da nova escadaria de acesso ao Pavilhão Carlos Lopes, em substituição de um de grande porte que foi abatido, já secou e necessita de ser substituído.

Deixo aqui, por isso, o apelo para que alertem quem conheçam nas vossas juntas de freguesia, na CML e outras entidades pelo país fora que tenham a seu cargo espaços verdes, para que reforcem urgentemente a rega das plantas/árvores que necessitem.

Ou terão de gastar muito dinheiro a substituí-las, como terá de ser substituido o pinheiro-manso atrás referido.


Actualização a 16.06.2017


Entretanto, em contacto telefónico com a CML, fui encaminhado para o sítio na internet Na Minha Rua, da CML, que não conhecia. Fiz lá um relato sobre esta minha preocupação sobre as árvores da Avenida da República. Se conhecerem alguma outra situação sugiro que façam lá o registo. Obrigado!

11/06/2017

A Junta de Freguesia da Estrela e a forma como trata as árvores e os arbustos


LOENDRO NO JARDIM OLAVO BILAC, JUNHO DE 2017

ANTES DA INTERVENÇÃO

DEPOIS DA INTERVENÇÃO

Deixo os comentários à sensibilidade de cada um. Pinto Soares

09/06/2017

Pedido de esclarecimentos à DGPC sobre Comissão Técnica de Apreciação


À Sra. Directora-Geral do Património Cultural
Arq. Paula Silva


C.c. PCML, MC, Comissão AR, AML e media

Considerando que a Comissão Técnica de Apreciação, criada ao abrigo de protocolo assinado entre a CML e os então Igespar e DRC-LVT, tem tido um papel fulcral na forma como são avaliadas várias operações urbanísticas que incidem sobre grande parte da cidade histórica,

Considerando que nem sempre o que essa Comissão autoriza corresponde ao espírito e à letra da Lei de Bases do património,

Constatando que a acção dessa Comissão não é escrutinada pela opinião pública, sendo os processos analisados e despachados nos serviços da CML, no Campo Grande, à margem dos serviços dessa casa, que procediam à análise dos mesmos antes da existência desse protocolo,

Gostaríamos que essa Direcção-Geral,

1 - nos facultasse o texto do despacho que institucionaliza essa Comissão.

2 - que nos descrevesse o seu mandato.

3 - que justificação encontra a DGPC para a existência dessa Comissão.

4 - que fundamentasse, com envio de documentação, a pertinência para que os seguintes processos (apenas alguns dos muitos casos recentes) tenham sido aprovados:

a) Moradia pombalina na Rua da Lapa, 69/ Rua São João da Mata - demolida na íntegra
b) Palacete pombalino na Rua das Trinas - demolido, excepção da fachada que já não conta com as mansardas
c) Palacete pombalino na Rua António Maria Cardoso (defronte ao Teatro São Luiz), totalmente demolido à excepção do átrio e fachada
d) Palácio Rio Maior/Anunciada - jardim destruído, demolições gerais de grande parte do edificado, mansardas demolidas
e) Museu Judaico no Largo de São Miguel, que envolve demolição total de um prédio de raiz popular característico deste bairro
f) Destruição de prédio "entre-séculos" na Rua de São Bernardo e sua substituição por um prédio claramente dissonante com fachada de betão
g) Casa na Praça das Flores com projecto Souto Moura
h) Palácio São Miguel na Praça da Alegria, destruído à excepção da fachada
i) Destruição integral do edifício Rua Alecrim/Largo Barão Quintela (bombeiros)
l) Demolição integral do edifício da Rua do 4 da Infantaria/Rua Correia Teles
m) Demolição completa de interiores do edifício da Rua Alexandre Herculano, 41, em bom estado de conservação
n) Demolição integral do edifício da Rua Vale do Pereiro, 7-9
o) Demolição integral do edifício da Rua Pascoal de Melo, 70-72
p) Demolição integral do pequeno palacete da Rua Gomes Freire, 142
q) Demolição integral do palacete da Rua Sousa Martins, 18, em bom estado de conservação
r) Demolição integral dos edifícios da Av. Joaquim António de Aguiar, 5 a 15
s) Demolição integral do edifício da Rua das Portas de Santo Antão, 141
t) Demolição integral, excepção da fachada, do edifício da Rua Castilho, 15 / Rua Rosa Araújo,
u) Demolição integral, excepção da fachada, do edifício da Rua Rodrigo da Fonseca, 15
v) Demolição integral, excepção da fachada, do edifício da Rua Nova de São Mamede, 64
x) Demolição integral, excepção das fachadas, do edifício da Calçada da Estrela, 24/Rua Correia Garção
z) Demolição integral, excepção das fachadas, do edifício do antigo Hotel Braganza (ex-Universidade Livre), na Rua Vítor Cordon

5 - qual o estatuto interno à DGPC dos técnicos que têm assento nessa comissão, i.e., o sr. arq. Flávio Lopes e a sra. arq. Teresa Gamboa, e qual a sua rotatividade na dita comissão?

6 - qual a articulação existente entre essa Comissão e os serviços da Divisão de Salvaguarda do Património Arquitectónico e Arqueológico da DGPC, dirigidos pelo sr. arq. Carlos Bessa?

7 - qual a razão para que, uma vez extintos Igespar e DRC-LVT e dada a extensa lista de evidentes maus serviços ao património da cidade,V. Exa. ainda não tenha denunciado o protocolo referido, fazendo assim regressar aos serviços da DGPC a análise dos processos e a emissão de pareceres/licenciamento, como foi feito até à existência desse protocolo?

A resposta a estas perguntas é fundamental para que haja, ainda, uma maior transparência em matéria tão delicada e fundamental como é a salvaguarda coerente do património da cidade de Lisboa, a qual, pretende ser património mundial.

Melhores cumprimentos

Miguel de Sepúlveda Velloso, Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Rui Martins, Ricardo Mendes Ferreira, Jorge Pinto, Pedro de Sousa, Júlio Amorim, Inês Beleza Barreiros, Maria de Morais, Luís Mascarenhas Gaivão, André Santos, Maria João Pinto, Maria do Rosário Reiche, José Maria Amador, Fernando Jorge, Fernando Silva Grade, Irene Santos, Fátima Castanheira